O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, não compareceu na tarde desta terça-feira, 31 de março de 2026, à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. A ausência ocorreu após o adiamento do depoimento originalmente agendado para 25 de fevereiro, quando a expectativa era de que ele prestasse esclarecimentos sobre o tema.
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Não havia obrigatoriedade legal para que Campos Neto comparecesse à audiência. Contudo, o ministro André Mendonça, da Justiça, reforçou a importância do comparecimento, enfatizando a necessidade de garantir o andamento das investigações. Uma nova solicitação foi formalizada, buscando convidá-lo como testemunha para a CPI.
A CPI do Crime Organizado, que busca apurar a atuação do Banco Central no combate à lavagem de dinheiro e à infiltração do crime organizado no sistema financeiro, também aprovou a convocação de outros nomes. Cláudio Castro (PL), ex-governador do Rio de Janeiro e pré-candidato ao Senado, e Ibaneis Rocha (MDB), ex-governador do Distrito Federal e também com ambições senatuais, foram incluídos na lista de testemunhas.
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Renato Dias de Brito Gomes, ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do Banco Central, também foi convocado para prestar depoimento à CPI. A expectativa é que os depoimentos desses indivíduos forneçam informações cruciais para a investigação em curso.
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Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.
