Campo Grande confirma 13º morcego com raiva em área urbana e CCZ alerta população

CCZ orienta moradores a não tocarem em morcegos vivos ou mortos e acionarem o serviço de remoção pelo telefone (67) 3314-7100.

A cidade de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, registrou o 13º morcego infectado pelo vírus da raiva em áreas urbanas

Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, registrou o 13º caso de morcego infectado pelo vírus da raiva em áreas urbanas. O animal foi encontrado no Bairro Sargento Amaral, nas proximidades do Horto Florestal. O alerta foi emitido pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da cidade.

De acordo com o CCZ, órgão responsável por controlar doenças transmitidas por animais, o número de morcegos recolhidos com suspeita da doença já chega a 988. Desse total, 13 testaram positivo para o vírus. O órgão reforça que a população precisa redobrar a atenção e saber como agir ao se deparar com um morcego, seja ele vivo ou morto.

Como agir ao encontrar um morcego

O CCZ de Campo Grande divulgou uma série de orientações para quem encontrar um morcego em casa ou na rua. A primeira recomendação é nunca tocar no animal, nem mesmo com luvas. O contato direto é a principal forma de transmissão da raiva para humanos e animais domésticos.

Se o morcego estiver vivo, a orientação é isolar o local e manter crianças e pets afastados. Em seguida, a pessoa deve acionar o Centro de Controle de Zoonoses pelo telefone (67) 3314-7100. A equipe do CCZ é treinada para fazer a captura segura do animal.

Já se o morcego for encontrado morto, a recomendação é a mesma: não tocar. O cidadão deve ligar para o CCZ e aguardar a remoção. O órgão alerta que, em hipótese alguma, o animal deve ser enterrado ou jogado no lixo comum, pois isso pode espalhar o vírus.

Riscos para a população e animais domésticos

A raiva é uma doença viral que ataca o sistema nervoso central e tem alta taxa de letalidade, tanto em humanos quanto em animais. O morcego é um dos principais transmissores do vírus em áreas urbanas. Por isso, a Prefeitura de Campo Grande mantém um programa de vigilância constante.

O CCZ também orienta que tutores de cães e gatos mantenham a vacinação antirrábica em dia. A campanha anual de vacinação é gratuita e ocorre em pontos fixos e volantes pela cidade. Animais não vacinados correm maior risco de contrair a doença caso tenham contato com morcegos infectados.

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Além disso, o órgão recomenda que a população evite deixar alimentos expostos ou lixo acumulado, o que atrai morcegos e outros animais silvestres para perto das residências. Manter telas em janelas e vedar frestas em forros e telhados também ajuda a prevenir a entrada dos morcegos.

Monitoramento e histórico em Campo Grande

O registro do 13º morcego positivo acende um alerta para a saúde pública na capital sul – mato – grossense. Desde o início do monitoramento, o CCZ já recolheu 988 morcegos por suspeita de raiva, o que mostra a circulação ativa do vírus na região urbana.

O Bairro Sargento Amaral, onde o último animal foi encontrado, fica próximo ao Horto Florestal, uma área de vegetação que serve de abrigo para morcegos. A proximidade com a mata aumenta o risco de contato entre os animais silvestres e a população.

O Centro de Controle de Zoonoses segue com as ações de vigilância e captura. A orientação é que qualquer avistamento de morcego, mesmo que em horário diurno (quando eles costumam estar doentes), seja comunicado imediatamente. A prevenção ainda é a melhor forma de evitar novos casos de raiva na cidade.