Crise no transporte! Boulos critica governadores e distribuidoras pelo preço do diesel. Reunião no Palácio do Planalto expõe revolta dos caminhoneiros.
Após uma reunião com representantes do setor de caminhoneiros, o secretário-geral da Presidência (Psol), Ricardo Boulos, apresentou uma série de críticas à postura dos governadores em relação ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e à composição dos preços dos combustíveis.
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A discussão, que ocorreu nesta quarta-feira (25 de março de 2026) no Palácio do Planalto, destacou a percepção de falhas na gestão do setor e a influência de outros fatores nos preços praticados.
Boulos argumentou que o recente aumento do diesel está diretamente ligado à “ganância” de distribuidoras e postos de combustíveis, especialmente em meio à implementação da Medida Provisória (MP) do piso mínimo do frete. Ele ressaltou a importância de uma ação coordenada entre os governos federal e estaduais para estabilizar os preços, mencionando a omissão de alguns governadores que, segundo ele, não estão dispostos a modificar a política de ICMS.
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O secretário-geral também fez referência à situação geopolítica internacional, citando a influência das tensões entre os Estados Unidos e o Irã, como um fator que contribui para a formação do preço final pago pelos consumidores. O governo federal tem explorado alternativas para reduzir a carga tributária sobre combustíveis, incluindo a importação de produtos, visando aliviar os custos na cadeia de abastecimento.
O presidente do PT, que liderou a reunião, tem buscado conter a pressão inflacionária no setor de transportes, utilizando o diesel como foco de suas ações. A situação gerada tem gerado reclamações dos caminhoneiros, que apontam a alta dos combustíveis como um dos principais motivos para a perda de renda.
Boulos enfatizou que a alta recente do diesel é resultado de práticas de mercado consideradas “despropositadas” e “artificiais” por postos e distribuidoras.
“Os caminhoneiros não podem pagar o preço da irresponsabilidade e da ganância dessas distribuidoras”, declarou o ministro após a reunião. Ele ressaltou que, mesmo com a desoneração de tributos federais, os reajustes não estão sendo repassados ao consumidor final.
O governo federal anunciou o fortalecimento de órgãos de fiscalização, como a ANP, a Polícia Federal, a Senacon e os Procons, além da intensificação de operações de fiscalização em todo o país.
A estratégia visa monitorar os preços e combater práticas consideradas abusivas na cadeia de combustíveis, com foco no diesel utilizado pelo transporte rodoviário. O governo espera que essas ações contribuam para garantir preços mais justos e evitar que a alta dos combustíveis continue impactando negativamente o setor de transportes e a economia nacional.
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.