Câmara dos Deputados ouve ministro sobre prisão polêmica de ex-deputado Alexandre Ramagem
Comissão da Câmara ouve Wellington César sobre a prisão de Alexandre Ramagem nos EUA. Entenda os desdobramentos dessa polêmica que envolve cooperação
Comissão da Câmara dos Deputados ouve ministro sobre prisão de ex-deputado
A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados irá ouvir, nesta quarta-feira (27), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva. O objetivo é discutir a prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem nos Estados Unidos.
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A sessão está agendada para iniciar às 9h.
Wellington César foi convocado pelo colegiado para esclarecer a cooperação internacional relacionada à prisão de Ramagem, além da expulsão do delegado envolvido na detenção do ex-parlamentar, ocorrida no final de abril. Como convocado, o ministro é obrigado a comparecer à reunião da comissão.
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Entenda o caso Ramagem
Alexandre Ramagem foi preso no dia 16 de abril por estar com o visto vencido, após ser flagrado em uma infração de trânsito em Orlando, na Flórida. Na ocasião, a Polícia Federal (PF) divulgou uma nota informando que a ação resultou da cooperação entre Brasil e Estados Unidos.
Ramagem, condenado a 16 anos por um plano de golpe, é ex-chefe da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) durante o governo Bolsonaro e atualmente solicita asilo político, alegando perseguição política.
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Após a liberação de Ramagem, os Estados Unidos determinaram a expulsão do delegado da PF, Marcelo Ivo Carvalho, que atuava como oficial de ligação com o ICE em Miami. A justificativa foi que ele teria agido de forma irregular na detenção do ex-deputado.
O Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental, vinculado ao Departamento de Estado, afirmou: “Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos.
Hoje, pedimos que o funcionário brasileiro em questão deixe o país por tentar fazer isso”. Em resposta, o governo Lula adotou uma postura de reciprocidade e também exigiu a saída do agente americano Michael William Myers.