Câmara de Comércio Exterior adia decisão crucial sobre exportação de carne bovina para a China e aumento do imposto de importação do cacau. Entenda!
A Câmara de Comércio Exterior (Camex) anunciou, em reunião extraordinária realizada na última sexta-feira (27), o adiamento da análise sobre a criação de um sistema para controlar a cota de exportação de carne bovina destinada à China. Além disso, foi discutido o aumento do imposto de importação do cacau, que poderia passar de 9% para 20%.
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Segundo informações da assessoria de imprensa da GECEX (Comitê-Executivo de Gestão), ainda não há uma nova data definida para essa análise. No entanto, a expectativa é que o assunto retorne à pauta no dia 11 de março. O modelo de distribuição de cotas proposto pelas indústrias sugere uma divisão trimestral dos volumes até setembro, com base no desempenho das empresas em 2025.
Conforme análise da Safras & Mercado, as incertezas em relação à intervenção do governo na exportação de carne têm gerado cautela no mercado. O analista de mercado, Fernando Henrique Iglesias, destacou que o setor exportador teme que a cota destinada à China se esgote rapidamente, o que poderia causar instabilidades nos preços da cadeia pecuária brasileira.
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Em entrevista à CNN Brasil, Carlos Augustin, assessor especial do Ministério da Agricultura, afirmou que a intenção é preservar a participação histórica das empresas já atuantes na exportação. Ele ressaltou que a China não habilitará novos frigoríficos nos próximos três anos, o que justifica a manutenção das cotas para as empresas já existentes.
Após suspender temporariamente a importação de cacau da Costa do Marfim, o governo federal está considerando novas ações para atender às demandas da cadeia produtiva brasileira, que enfrenta queda nos preços no mercado interno. O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, mencionou que uma das medidas em análise é o aumento da alíquota do imposto de importação do cacau de 9% para 20%.
Outra proposta em discussão envolve a redução do prazo concedido às indústrias para exportar produtos fabricados com cacau importado sem o pagamento do imposto de importação. Atualmente, as empresas têm até dois anos para realizar essas exportações e manter o benefício fiscal, mas a ideia é encurtar esse período para seis meses.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.