Câmara Aprova Leis Drásticas Contra Crimes Sexuais Contra Crianças em 2026

Câmara dos Deputados endurece leis contra crimes sexuais! 🚨 Projeto aprovado restringe condenados perto de locais infantis. Emenda aumenta prazo de internação

(Imagem de reprodução da internet).

Câmara dos Deputados Aprova Medidas Mais Rigorosas Contra Crimes Sexuais Contra Crianças

Na segunda-feira, 12 de maio de 2026, a Câmara dos Deputados aprovou o texto-base de um projeto de lei que endurece significativamente as restrições para condenados por crimes sexuais contra crianças e adolescentes. A proposta busca proteger menores de 14 anos, proibindo a aproximação de locais frequentados por essa faixa etária, como escolas, parques infantis e áreas de lazer.

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Emenda Aumenta Prazo de Internação de Adolescentes

A votação ainda não foi finalizada, mas a aprovação já inclui uma importante emenda do partido Novo. Essa emenda eleva o prazo máximo de internação de adolescentes autores de atos infracionais análogos a crimes hediondos de 3 para 12 anos. O objetivo é garantir uma proteção mais efetiva para as vítimas.

Novo Marco Legal e Restrições Abrangentes

O projeto de lei, que substitui o PL 488 de 2019 originalmente proposto pelo ex-deputado Capitão Wagner, estabelece que o juiz determinará um perímetro máximo de aproximação para condenados por crimes sexuais contra menores. Essa medida se aplica tanto a presos em regime aberto quanto àqueles que estiverem fora do sistema prisional.

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As restrições abrangem uma vasta gama de condutas, incluindo estupro de vulnerável, corrupção de menores, satisfação de lascívia na presença de crianças ou adolescentes, e a produção, venda ou armazenamento de conteúdo sexual envolvendo menores.

Além disso, a simulação de pornografia infantil e o aliciamento de crianças pela internet também são proibidos.

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Locais Restritos e Medidas Adicionais

A lista de locais onde a aproximação de condenados é proibida inclui escolas públicas e privadas, parques e praças com áreas infantis, e qualquer espaço frequentado predominantemente por menores de 14 anos. O projeto também prevê outras restrições, como a proibição de contato digital com menores de 14 anos, o impedimento para morar com crianças sem autorização judicial, a vedação para exercer atividades voltadas ao público infantil, e a proibição de solicitar adoção, guarda ou tutela de menores.

Adicionalmente, o texto inclui a inclusão obrigatória no Cadastro Nacional de Pedófilos e Predadores Sexuais, uma medida que visa facilitar o monitoramento e a identificação de indivíduos com histórico de crimes sexuais contra crianças e adolescentes.

Avaliação Psiquiátrica e Debate Político

O projeto também autoriza a exigência de avaliação psiquiátrica para progressão de regime ou livramento condicional em alguns casos, buscando garantir que os condenados tenham recebido o tratamento adequado antes de serem reintegrados à sociedade.

Durante a discussão, a deputada Kim Kataguiri defendeu regras mais rígidas para condenados por pedofilia, destacando situações como a contratação de pedófilos como professores ou babás.

A deputada Benedita da Silva (PT-RJ) também defendeu punições mais severas e compartilhou sua própria experiência com violência sexual sofrida na infância. Já o deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ) criticou a inclusão da emenda sobre a ampliação do tempo de internação de adolescentes infratores, argumentando que a medida poderia ser excessivamente punitiva.

Dados apresentados durante o debate revelaram que o Brasil registrou uma média de 124 denúncias diárias de violência sexual contra crianças e adolescentes em 2022, evidenciando a urgência de medidas mais eficazes para proteger essa população vulnerável.