Calamidade Humanitária em Presídios de Minas Gerais: Denúncias chocam ALMG

Calamidade no sistema prisional de Minas Gerais! Denúncias chocantes de violações de direitos humanos e superlotação emergem na ALMG. Crise humanitária

20/05/2026 13:40

3 min

Calamidade Humanitária em Presídios de Minas Gerais: Denúncias chocam ALMG
(Imagem de reprodução da internet).

Situação de Calamidade no Sistema Prisional de Minas Gerais: Denúncias e Críticas

A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) promoveu uma nova audiência, na quarta-feira (6), para examinar a grave situação de calamidade que assola o sistema prisional do estado. A iniciativa, impulsionada pela deputada Bella Gonçalves (PT), busca ampliar o debate sobre o tema, diante de inúmeras denúncias de violações de direitos humanos em presídios, especialmente na região sul de Minas Gerais.

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Casos recentes, como as mortes de quatro pessoas privadas de liberdade no Ceresp Gameleira entre fevereiro e março deste ano, intensificam a preocupação de parlamentares e especialistas, que consideram o cenário como um caos no sistema prisional mineiro.

Um dos pontos centrais da discussão foi a superlotação insustentável nas unidades prisionais. A inspeção realizada em março pela comissão revelou que essa condição contribuiu diretamente para as mortes e que as condições de saúde, higiene, alimentação e segurança das pessoas encarceradas estão comprometidas.

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As denúncias se concentram nas cidades de São Lourenço, Três Corações e Alfenas, municípios do sul de Minas, onde a superlotação atinge níveis críticos.

Além das condições precárias, as audiências também abordaram outras violações, como o desrespeito e a violência durante as visitas, o uso desproporcional da força, a falta de acesso a atendimento médico adequado e a propagação de doenças infectocontagiosas, como a tuberculose.

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A extensão das penas às famílias, que sofrem com o constante desrespeito e a humilhação, também foi apontada como um problema grave, conforme relatado pelo deputado Betão.

A situação no presídio de Três Corações, com uma capacidade estimada de 400 a 500 pessoas, mas que atualmente abriga cerca de 1.500 presos, é um exemplo emblemático da crise. A fundadora da Associação Andorinhas, Ferreira, destaca a precariedade no atendimento à saúde, a falta de medicamentos e a ausência de assistência adequada, além do agravamento de doenças infectocontagiosas.

A entidade também relata episódios de uso de spray de pimenta durante as visitas e práticas de revistas vexatórias.

A crescente taxa de aprisionamento estadual, que ultrapassa a nacional, e o aumento da população carcerária mineira (8% entre o segundo semestre de 2024 e o primeiro semestre de 2025) agravam ainda mais a situação. A Pastoral Carcerária da Arquidiocese de Belo Horizonte e a Plataforma Desencarcera MG apontam que o sistema prisional do sul de Minas e de todo o estado apresentam o mesmo quadro de superlotação, violência, torturas físicas e psicológicas, e vilipêndio dos direitos humanos.

Diante desse cenário, a Associação Andorinhas e outros movimentos sociais, familiares de presos e entidades de direitos humanos defendem a necessidade de romper com a lógica do encarceramento em massa, que atinge de forma seletiva pessoas pobres, negras e periféricas.

Eles ressaltam o papel estratégico das entidades e associações que atuam na defesa dos direitos das pessoas encarceradas, produzindo intervenções concretas junto aos presos, egressos e suas famílias, fortalecendo a luta por dignidade e por um outro modelo de justiça.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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