Impacto do Consumo de Café e Chá na Saúde Óssea das Mulheres
O consumo de café e chá é uma prática comum entre os brasileiros, mas o efeito dessas bebidas na saúde óssea ainda gera questionamentos. Um estudo abrangente, publicado em novembro na revista Nutrients, sugere que a ingestão regular de chá pode estar ligada a uma leve elevação na densidade óssea do quadril em mulheres.
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A pesquisa acompanhou quase 10 mil mulheres com 65 anos ou mais ao longo de dez anos, todas participantes do Study of Osteoporotic Fractures, um levantamento focado em fraturas relacionadas à osteoporose.
Os pesquisadores analisaram e compararam esses dados com exames de densidade mineral óssea do quadril e do colo do fêmur. Enquanto o chá parece ter um efeito protetor, o café não mostrou prejudicar a saúde óssea. No entanto, o consumo excessivo de café, acima de cinco xícaras por dia, pode estar associado a um risco maior de perda óssea.
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A reumatologista Isabella Monteiro, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia, destaca que o consumo moderado, de até duas ou três xícaras diárias, não está relacionado a danos significativos aos ossos, desde que a ingestão de cálcio seja adequada.
Recomendações e Considerações
Portanto, não há necessidade de eliminar o café da dieta, mas é importante evitar excessos, especialmente para mulheres com osteoporose ou risco elevado de fraturas. Monteiro observa que a diferença observada na pesquisa é mínima e que, do ponto de vista clínico, esses resultados não alteram as condutas de tratamento, tendo mais relevância em nível populacional do que individual.
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O estudo também investigou diferentes subgrupos de mulheres e descobriu que aquelas com maior consumo de álcool poderiam apresentar efeitos mais negativos do café sobre os ossos, enquanto as mulheres com obesidade poderiam se beneficiar mais do chá. “Essas são hipóteses que precisam ser confirmadas.
A Sociedade Brasileira de Reumatologia recomenda que as decisões clínicas sejam baseadas em fatores de risco bem estabelecidos, e não em associações ainda em investigação”, enfatiza a médica.
Osteoporose e Diagnóstico
A osteoporose é uma condição caracterizada pela diminuição da massa e qualidade óssea, aumentando o risco de fraturas, especialmente na coluna, quadril e punho. Essa condição é bastante comum após a menopausa. A reumatologista do Einstein Goiânia, Isabella Monteiro, relata que a queda nos níveis de estrogênio acelera a perda óssea, e estima-se que cerca de um terço das mulheres acima dos 50 anos desenvolverá osteoporose ao longo da vida.
O diagnóstico é realizado por meio da densitometria óssea, um exame indolor. De acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Reumatologia, o teste é recomendado para todas as mulheres a partir dos 65 anos ou antes, caso existam fatores de risco, como menopausa precoce, fraturas anteriores por fragilidade, histórico familiar ou uso prolongado de corticoides.
Medidas de Prevenção
Os pilares clássicos para a prevenção da osteoporose incluem a ingestão adequada de cálcio e vitamina D, a prática regular de atividade física, a prevenção de quedas e o tratamento medicamentoso quando necessário. O consumo de café e chá pode ser integrado a uma dieta equilibrada. “Essas bebidas podem fazer parte dos hábitos de vida, desde que consumidas com moderação, mas não substituem medidas comprovadas para proteger os ossos durante o envelhecimento”, conclui Isabella Monteiro.
