Café arábica tem alta de 5,89% em Nova York devido a colheita lenta no Brasil

A alta no preço do café arábica reflete a preocupação com a colheita lenta no Brasil, que impacta a oferta global e pode afetar os consumidores.

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Na bolsa de Nova York, o contrato futuro do café arábica para entrega em dezembro viu um aumento significativo. Na sessão desta segunda – feira (24), ele fechou com alta de 5,89%, cotado a US 3,41 por libra – peso. Segundo informações da Barchart, essa valorização é impulsionada pela colheita no Brasil, que continua a restringir a oferta no mercado internacional.

Os dados da Cooxupé indicam que até o dia 14 de agosto, 81,1% da safra havia sido colhida, número inferior aos 86,1% do mesmo período do ano anterior. Além disso, a Safras & Mercado confirmou que o ritmo da colheita está mais lento. Até 12 de agosto deste ano, apenas 90% da colheita estava concluída, em comparação com os 97% registrados um ano antes e uma média de 94% nos últimos cinco anos.

Entre os arábicas, a colheita alcançou 86%, muito abaixo dos 95% do ano passado.

Movimentações no mercado de cacau

No setor do cacau, as notícias não foram tão positivas. O contrato futuro para entrega em setembro fechou com queda de 1,47%, cotado a US 5.945 por tonelada. A Barchart apontou que os preços estão sob pressão devido a sinais de oferta mais abundante no mercado internacional.

A Nigéria, que ocupa a quinta posição entre os maiores produtores mundiais da commodity, reportou um crescimento nas exportações de cacau em grão. Em julho, as exportações aumentaram 18% em relação ao ano anterior, totalizando 16.052 toneladas.

Já na Costa do Marfim, principal produtor global de cacau, os agricultores enviaram até agora 2,11 milhões de toneladas aos portos desde o início do atual ano comercial em 1º de outubro de 2025 até o dia 2 de agosto. Esse volume representa uma alta de 20% comparado ao mesmo período da temporada anterior.

Desempenho do açúcar e algodão

O mercado do açúcar também apresentou movimentações relevantes. O contrato futuro para entrega em outubro teve alta de 0,23%, encerrando a sessão cotado a 17,65 centavos de dólar por libra – peso. A Barchart informou que essa pressão nos preços se dá por conta das expectativas superadas em relação à importação indiana.

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A consultoria Greenleaf estima que a Índia não deve importar mais de 500 mil toneladas até o final de outubro deste ano — cifra que representa metade da projeção anterior que era de 1 milhão de toneladas. A Associação Indiana de Fabricantes de Açúcar e Bioenergia também declarou que não há escassez no mercado interno e que os estoques são suficientes para atender ao aumento na demanda durante as festividades.

No mercado do algodão, o contrato futuro para entrega em dezembro fechou praticamente estável com uma leve alta de 0,54%, cotado a 88,83 centavos de dólar por libra – peso. Dados recentes mostraram que os fundos de investimento ampliaram suas posições compradas líquidas em futuros e opções na semana encerrada em 18 de agosto.

Valorização do suco de laranja

Por fim, o vencimento futuro para o suco de laranja com entrega programada para setembro finalizou a sessão com uma valorização expressiva de 2,85%. O contrato foi negociado a US 1,58 por libra – peso.