Cacau tem alta de 9,06% na bolsa de Nova York devido a chuvas excessivas na Costa do Marfim
Chuvas intensas na Costa do Marfim elevam os preços do cacau, gerando preocupações sobre a produção e a oferta global do produto nos próximos meses
As condições climáticas adversas na Costa do Marfim levaram a um aumento significativo nos preços futuros do cacau nesta segunda-feira, 22 de maio de 2026, na bolsa de Nova York. O contrato referente ao cacau para entrega em setembro registrou uma alta de 9,06%, encerrando o dia cotado a US$ 4.621 por tonelada.
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Segundo informações do Barchart, essa elevação nos preços é atribuída às chuvas excessivas na região, que resultaram em inundações nas estradas e dificultaram o acesso dos agricultores às suas fazendas e aos portos.
Impacto das Chuvas na Produção de Cacau
O cenário de chuvas intensas não apenas afeta o transporte, mas também aumenta os riscos de doenças como a podridão parda nos cacaueiros. Essa condição pode comprometer seriamente a produção e a colheita do cacau. A indústria está atenta aos desdobramentos dessa situação, que pode impactar a oferta global do produto nos próximos meses.
Desempenho do Café e Outras Commodities
No mesmo dia, o contrato futuro do café arábica para entrega em setembro apresentou uma leve queda de 0,30%, com a cotação fechando em US$ 2,67 por libra-peso. O Barchart atribui essa diminuição às expectativas de um clima mais seco no Brasil, que pode favorecer a recuperação da safra cafeeira.
O mercado também observa atentamente os efeitos do fenômeno El Niño sobre as plantações brasileiras. A falta de chuvas sazonais esperadas para setembro e outubro poderá influenciar negativamente o florescimento das árvores, afetando assim a próxima colheita.
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Até o dia 17 de junho, apenas 39% da área plantada referente à safra de 2026/27 havia sido colhida, um número inferior aos 43% registrados no mesmo período do ano anterior e ligeiramente abaixo da média de 40% dos últimos cinco anos, conforme dados da Safras & Mercado.
Queda nos Preços do Açúcar e Algodão
Os preços futuros do açúcar também sofreram uma queda considerável nessa sessão na bolsa nova-iorquina. O contrato para entrega em outubro finalizou cotado a 14,37 centavos de dólar por libra-peso, apresentando uma baixa de 2,05%. O Barchart informou que os preços atingiram o menor nível em dois meses.
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Especialistas alertam que a redução nos preços do etanol pode fazer com que as usinas priorizem a produção de açúcar em vez de etanol, aumentando assim a oferta disponível no mercado.
A agência Reuters destacou ainda que o fenômeno El Niño gera preocupações significativas na indústria açucareira indiana. Representantes do setor alertam que o país pode enfrentar dificuldades para exportar açúcar nos próximos anos caso sua produção seja comprometida.
Outras Commodities: Algodão e Suco de Laranja
Em relação ao algodão, o contrato futuro para entrega em dezembro registrou uma leve queda de 0,33%, fechando a US$ 79,41 por libra-peso. A diminuição no preço é atribuída à queda nas cotações do petróleo e à vigilância sobre os estoques certificados, que diminuíram em 1.575 fardos até 19 de junho, totalizando 189.447 fardos.
Por fim, o suco de laranja também apresentou desvalorização significativa nesta sessão; o contrato com vencimento em setembro encerrou negociado a US$ 1,55 por libra-peso, refletindo uma queda de 2,38%. Esses movimentos no mercado das commodities revelam um panorama complexo e dinâmico influenciado por fatores climáticos e econômicos globais.