Caças dos EUA Caem no Kuwait: Escalação de Tensão no Oriente Médio
Informações divulgadas pelo Ministério da Defesa do Kuwait indicam que “vários” caças dos Estados Unidos sofreram acidentes no país nesta segunda-feira (2). O governo kuwaiti ainda não detalhou o número exato de aeronaves que caíram e as causas específicas do incidente.
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Imagens publicadas em redes sociais mostram pelo menos um F-15E em chamas caindo em espiral antes de atingir o solo, além de um piloto que se ejetou e foi resgatado em paraquedas em uma área desértica, a cerca de 10 quilômetros da base aérea Ali Al Salem, onde operam forças americanas.
O Ministério da Defesa do Kuwait confirmou que as tripulações dos aviões sobreviveram sem ferimentos graves e estão em condição estável. As autoridades estão investigando as causas do incidente. Vídeos mostram o piloto ajoelhado no chão, auxiliado por uma equipe de resgate e um paraquedas laranja e branco, e em outro registro, já de pé, enquanto fuma para se aquecer.
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Um dos vídeos foi capturado a aproximadamente 30 quilômetros da base aérea.
Em comunicado, o porta-voz do ministério, coronel Said Al-Atwan, informou que equipes de busca e resgate foram imediatamente acionadas e os pilotos foram transferidos para hospitais, onde receberam atendimento médico. A coordenação direta com os Estados Unidos é mantida, segundo o comunicado.
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A embaixada americana no Kuwait emitiu um alerta de segurança, alertando para a ameaça contínua de ataques com mísseis e drones e recomendando que residentes evitem a área e busquem locais protegidos.
Ameaças e Retaliações: Escalada da Crise
Horas antes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma série de ameaças às forças de elite do Irã, exigindo que as militares do país abandonassem suas armas. Trump prometeu imunidade aos membros das forças armadas e da polícia caso abandonassem suas armas, afirmando que “enfrentariam morte certa” se continuassem a lutar.
Ele instou os cidadãos iranianos a serem “corajosos e heróis” e a recuperarem o seu país, prometendo apoio americano.
O presidente estadunidense também afirmou que a ofensiva contra o Irã, iniciada no sábado (28), foi motivada pelo fracasso do governo iraniano em negociar um acordo para interromper o desenvolvimento de armas nucleares. Trump enfatizou a força militar dos Estados Unidos e a necessidade de garantir que o Irã não possua tais armas.
O Irã, por sua vez, reiterou que seu programa nuclear tem fins civis e que participou de um acordo nuclear com os Estados Unidos, abandonado por Trump, e que não busca armas nucleares.
Reação Internacional e Novos Desenvolvimentos
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou que os Estados Unidos poderão utilizar as bases do país britânico para lançar ataques “defensivos” contra alvos iranianos. Starmer indicou que o Irã está aplicando uma estratégia de terra arrasada e que o Reino Unido apoia a autodefesa coletiva de seus aliados.
No entanto, ele enfatizou que não participará de ataques ofensivos, buscando uma solução negociada.
A BBC de Londres informou que os Estados Unidos devem utilizar a base aérea RAF Fairford, na Inglaterra, e a base de Diego Garcia, no Oceano Índico, para conduzir ataques contra alvos iranianos. O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi morto nos ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel.
O governo iraniano decretou luto oficial de 40 dias e declarou o episódio um “grande crime” que não ficará sem resposta. A ofensiva atingiu 24 províncias iranianas, causando a morte de pelo menos 201 pessoas e ferindo 747.
Em resposta, o Irã lançou ataques contra Israel e contra 14 bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio. A informação foi confirmada pelas agências estatais iranianas IRNA e Fars News Agency, que atribuíram a morte aos ataques conduzidos pelos dois países.
