Exposição “Agrito” de Brunna Alexsandra Promove Reflexão Sobre Identidade e Representatividade em Porto Alegre
A artista visual, muralista e escritora Brunna Alexsandra apresenta sua primeira exposição individual, intitulada “Agrito”, na terça-feira, 3 de março de 2026, às 19h, no Centro Cultural da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre.
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O evento marca um momento importante na trajetória da artista, que retorna à universidade onde se formou, trazendo consigo um novo olhar sobre o corpo humano e a sociedade.
Trajetória e Influências da Artista
Brunna Alexsandra, graduada em Enfermagem pela UFRGS em 2012, construiu uma carreira singular, unindo a experiência com o campo da saúde à sua prática artística. A formação em enfermagem influenciou profundamente sua abordagem, levando-a a investigar o corpo humano a partir da teoria fisiológica. “Minha forma de entender o humano se dá a partir do corpo”, explica a artista, ressaltando que suas metáforas em tela são inspiradas nas representações do corpo humano.
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A Exposição “Agrito” e a Amplificação de Vozes
A exposição reúne retratos em grande formato, com telas que podem chegar a dois metros de largura. As figuras representadas não são pessoas específicas, mas sim símbolos de experiências e questões relacionadas à representatividade, identidade e pertencimento, com foco na mulher negra.
A monumentalidade das obras visa amplificar vozes historicamente silenciadas, conforme a proposta curatorial. O título da exposição, “Agrito”, foi criado pela própria artista, representando uma amplificação coletiva de experiências.
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Participação do Público e Diálogos
Durante o período da exposição, visitantes poderão registrar suas respostas à pergunta “o que te faz agritar?” em um mural coletivo. Essa iniciativa visa transformar a experiência individual em manifestação compartilhada, ampliando o sentido do verbo criado pela artista.
A colaboração entre pintura e palavra também integra a concepção da mostra, com textos e elementos escritos dialogando com as imagens, ampliando as possibilidades interpretativas. A curadoria é assinada por Rosane Vargas e Izis Abreu, ambas com trajetória ligada à pesquisa em arte e política.
A exposição se insere em um movimento de valorização de produções que partem de experiências negras e femininas como centro, e não como margem.
Conclusão: Uma Exposição que Desafia e Convida à Reflexão
“Agrito” é uma exposição que se apresenta como um convite à construção de um futuro, mas sempre atento às questões antigas e atuais. A mostra propõe deslocamentos nas narrativas tradicionais da história da arte, ainda marcadas por referências coloniais e eurocentradas.
A entrada é gratuita e a exposição permanecerá aberta ao público até 17 de abril, de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h, no Centro Cultural da UFRGS.
