Brendan Banfield é condenado à prisão perpétua por duplo homicídio brutal e plano macabro
Brendan Banfield é condenado à prisão perpétua por duplo homicídio, em um caso marcado por crueldade e um plano macabro com a babá Juliana Peres Magalhães.
Brendan Banfield Recebe Sentença de Prisão Perpétua por Duplo Homicídio
Na sexta-feira (5), o americano Brendan Banfield foi condenado à prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional, após ser considerado culpado pelo assassinato de sua esposa e de um outro homem. O crime foi parte de um plano elaborado em conjunto com a babá brasileira da família, Juliana Peres Magalhães.
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A juíza Penney S. Azcarate, ao proferir a sentença, afirmou: “O nível de crueldade, planejamento e desumanidade neste caso reflete algo muito mais profundo do que raiva ou impulso — reflete maldade. É por isso que não tenho qualquer peso na consciência nem hesitação em condená-lo à prisão perpétua.”
De acordo com os promotores, Banfield e Juliana, que mantinham um relacionamento amoroso, atraíram Joseph Ryan para a residência da família em fevereiro de 2023, sob a falsa promessa de um encontro sexual, com a intenção de incriminá-lo pela morte de Christine, esposa de Banfield.
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Durante o julgamento, ambos apresentaram versões conflitantes dos eventos. Banfield alegou que atirou em Ryan após encontrá-lo atacando sua esposa.
Depoimentos e Impacto das Vítimas
A juíza também determinou que Banfield, de 41 anos, cumprisse penas consecutivas por crimes relacionados ao uso de arma de fogo e por colocar uma criança em perigo, já que a filha pequena do casal estava presente na casa durante os assassinatos. Antes da sentença, Banfield se defendeu, alegando sua inocência e criticando o caso apresentado pela promotoria.
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Ele descreveu Christine como uma mãe atenciosa e uma esposa dedicada, afirmando: “Mas eu não sou responsável por sua morte.”
Familiares das vítimas também se manifestaram no tribunal. A irmã de Christine, Danielle Hocker, relembrou momentos felizes da infância e expressou a dor pela perda. “Desde que a perdi, essas memórias mudaram. Elas já não são apenas alegres, mas carregadas de tristeza”, disse Hocker, que se comprometeu a contar à filha de Christine sobre a mãe e seu amor por ela.
Detalhes do Crime e Testemunhos
Durante cinco dias de audiência, os promotores ouviram mais de 20 testemunhas, incluindo Juliana Peres Magalhães, que se declarou culpada de homicídio culposo pela morte de Ryan em outubro de 2024. Ela revelou que começou a trabalhar para a família Banfield em outubro de 2021 e iniciou um relacionamento amoroso com Banfield em agosto do ano seguinte.
Juliana afirmou que o acusado queria se livrar da esposa sem ter que pagar um divórcio.
Os dois criaram um e-mail falso e uma conta em um site de fetiches para atrair um homem que participasse de um plano para incriminar Ryan. A promotora-chefe adjunta, Jenna Sands, descreveu como Banfield forneceu instruções específicas para o encontro, que culminou em tragédia.
Após a chegada de Ryan, Banfield disparou contra ele e atacou sua esposa, tentando depois incriminar Ryan pela cena do crime.
Reações e Consequências
Banfield negou qualquer plano para matar Christine, chamando as acusações de “absurdas”. Ele afirmou que amava sua esposa, apesar de ambos terem tido relacionamentos extraconjugais. Durante seu depoimento, descreveu a cena do crime como um ato de defesa, mas sua versão foi contestada por familiares e amigos de Christine, que expressaram sua indignação e dor.
A juíza Azcarate, ao proferir a sentença, enfatizou a gravidade das ações de Banfield, afirmando que suas atitudes demonstraram um profundo desprezo pela vida humana. Enquanto isso, os familiares de Christine continuam a lidar com a dor da perda, que sua irmã descreveu como um vazio insuportável. “O peso desse sentimento torna difícil atravessar o dia”, concluiu Hocker, refletindo sobre a ausência de Christine em suas vidas.