BRB nega federalização! Presidente Nelson Antônio de Souza alerta: privatização pode paralisar programas sociais e transporte público. Crise no banco!
Em uma reunião fechada na manhã de segunda-feira, 2 de janeiro de 2026, o presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, esclareceu que a instituição não tem planos de ser federalizada, apesar da pressão para que seja privatizada.
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A informação foi divulgada ao Brasil de Fato por fontes presentes à reunião. O encontro, realizado na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), visava discutir uma proposta do Governo do Distrito Federal que oferece nove imóveis como garantia para empréstimos que visam auxiliar o BRB.
No entanto, tanto deputados da base governista quanto da oposição expressaram preocupação com a falta de clareza sobre a real situação financeira do banco.
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O deputado distrital Fábio Félic (Psol) criticou a rapidez com que o projeto está sendo tratado, apontando que ele também está ligado à agenda eleitoral de 2026. “Corremos contra o tempo”, afirmou, questionando se a proposta realmente visa salvar o banco ou atender interesses políticos.
O presidente do BRB alertou que a rejeição da proposta pode levar à interrupção de investimentos em programas sociais financiados pelo banco, além de gerar caos no transporte público, atrasos na entrega de medicamentos caros e suspensão de operações de crédito.
O BRB se tornou um dos maiores compradores de ativos do Master entre 2024 e 2025, mesmo com alertas sobre os riscos enfrentados pelo banco privado. Dados do Banco Central revelam que a carteira de crédito do BRB cresceu R$ 20 bilhões em um ano, passando de R$ 37 bilhões para R$ 57 bilhões, com grande parte desse aumento decorrente de operações com o Banco Master, que enfrentava problemas de liquidez.
Especialistas consideram essa exposição como um fator que compromete a solidez do banco.
A combinação de um rombo bilionário e um desgaste na reputação do banco gera debates sobre o futuro da instituição. Em janeiro de 2026, o governador Ibaneis Rocha nomeou Edison Garcia para o conselho de administração do BRB. Garcia é conhecido por ter liderado a privatização da distribuidora de energia do Distrito Federal (CEB) sob o governo Ibaneis, e atualmente ocupa cargos em cinco conselhos da Neoenergia, empresa que arrematou a CEB.
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Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.