BRB propõe aumento de capital com emissão de ações de até R$ 8,86 bilhões! Descubra como essa estratégia pode transformar a instituição e o mercado!
O Banco de Brasília (BRB) apresentou uma proposta aos seus acionistas para aumentar o capital da instituição por meio da emissão de ações. A iniciativa prevê uma subscrição mínima de R$ 529 milhões e máxima de R$ 8,86 bilhões. A proposta será analisada na assembleia extraordinária marcada para o dia 18 de março.
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Os recursos obtidos com o aumento de capital serão direcionados para fortalecer o patrimônio líquido e o Patrimônio de Referência da Companhia. O objetivo é garantir a manutenção dos índices de capitalização regulamentares e o enquadramento prudencial.
Segundo o documento enviado aos acionistas, “o aumento de capital proposto visa fortalecer a base de capital do BRB, considerando a recente alteração de seu perímetro prudencial e o correspondente incremento dos ativos ponderados pelo risco”.
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A proposta inclui a emissão de até 1,675 bilhão de ações ordinárias, todas escriturais e sem valor nominal. O preço de emissão das novas ações será fixado em R$ 5,29. Após a implementação do aumento de capital, o capital social do BRB pode alcançar R$ 11,2 bilhões, considerando a subscrição máxima.
Atualmente, o capital social da instituição é de R$ 2,344 bilhões, representado por 320,1 milhões de ações ordinárias e 166,1 milhões de ações preferenciais.
O BRB também informou que recebeu um ofício do Governo do Distrito Federal, onde o acionista controlador reafirma seu “compromisso inequívoco” em superar as questões apresentadas e oferecer apoio institucional para cumprir as determinações regulatórias e os prazos estabelecidos pela autarquia.
O aumento do capital social do BRB atende a um pedido do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, conforme fontes consultadas. O banco enfrenta dificuldades para vender seus ativos devido à crise reputacional relacionada ao caso Master. O Banco Central já determinou que o BRB tome medidas para cobrir perdas decorrentes da compra de carteiras de crédito fraudulentas.
Além da venda de ativos, o Governo do Distrito Federal enviou um novo projeto de lei à Câmara Legislativa. O texto autoriza empréstimos com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) ou outras instituições financeiras. A proposta atualiza uma anterior, que disponibilizou 12 imóveis, alguns pertencentes às estatais Novacap e Terracap, para restaurar a estrutura patrimonial e a liquidez do BRB.
Agora, são listados nove imóveis públicos como garantias, e o projeto também permite aportes patrimoniais do GDF ao BRB e a alienação de bens públicos, com a destinação dos recursos para o reforço patrimonial da instituição.
Autor(a):
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.