BRB em Crise: Trabalhadores Acusam Governo Rocha de Negligência e Falta de Ação
Trabalhadores do BRB protestam contra Governo do Distrito Federal! Crise financeira ameaça 8 mil funcionários. Saiba mais!
Crise no BRB: Trabalhadores Cobram Ações do Governo do Distrito Federal
Em um ato de protesto realizado na manhã de quarta-feira (13), trabalhadores do Banco de Brasília (BRB) cobraram medidas urgentes do Governo do Distrito Federal (GDF) diante da situação delicada da instituição financeira. A mobilização, organizada pelo Sindicato dos Bancários de Brasília, denunciava a falta de agilidade e a ausência de seriedade na gestão de Ibaneis Rocha (MDB) no envio da documentação técnica essencial para a recuperação do banco.
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Crise Financeira e Incertidão
A manifestação ocorreu em meio a um cenário de grande incerteza para cerca de 8 mil funcionários, tanto diretos quanto indiretos do BRB. Os manifestantes argumentavam que a instituição havia sido negligenciada e sofrido com a incompetência da administração, o que comprometeu sua liquidez e o capital regulatório.
Ivan Amarante, Secretário de Organização do Ramo Financeiro, ressaltou que o governo local não cumpriu as etapas burocráticas básicas necessárias para garantir o socorro financeiro à instituição, limitando-se a um ofício de apenas três páginas.
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Responsabilização do Governo Distrital
A deputada federal Erika Kokay (PT-DF), ex-presidente do sindicato, também participou do ato, responsabilizando o governo distrital pela crise. Kokay criticou a tentativa de utilizar a Serrinha, um terreno com problemas de insegurança jurídica, como garantia, e acusou o governo de buscar interesses especulativos em detrimento da população de Brasília.
Ela afirmou que o governo criou a crise e agora tenta transferir a responsabilidade para o governo federal, sem apresentar garantias adequadas.
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Impacto Social e Econômico
O presidente da Central Única dos Trabalhadores do Distrito Federal (CUT-DF), Rodrigo Rodrigues, destacou o papel social do BRB no desenvolvimento da capital, mencionando sua importância no pagamento de aposentadorias e na oferta de crédito a pequenos empreendedores.
Ele criticou a utilização do banco para atender interesses privados e defendeu a manutenção de seu caráter público. Rodrigues enfatizou que os funcionários do BRB são responsáveis pela solidez e riqueza do banco, e que a crise não foi construída por eles.
Preocupações com Benefícios
A diretora da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro Norte (Fetec-CUT/CN), Rejane Marques Ferreira, expressou preocupação com o futuro dos trabalhadores, especialmente em relação aos planos de saúde e fundos de previdência.
Ela relembrou sua ligação pessoal com a instituição e alertou para o risco de entregar o patrimônio público a preço de banana. A situação do BRB é vista como um “saque ao povo de Brasília”, exigindo uma intervenção séria para salvar o banco.
Resistência e Indignação
O sentimento de indignação estava presente entre os trabalhadores da base, como Jaqueline Meirelles Silva, funcionária da agência do Cruzeiro há 20 anos, que considera o BRB sua “segunda casa”. Ela defende que o banco não deve perder e que a solução reside em colocar gente honesta para trabalhar.
O diretor da Secretaria de Assuntos Parlamentares do Sindicato dos Bancários de Brasília, Ronaldo Lustosa, reforçou que a crise não é apenas uma oscilação de mercado, mas uma consequência de um “escândalo financeiro”, e que o GDF deve encaminhar corretamente as informações ao Ministério da Fazenda e ao Tesouro Nacional.
Demandas e Esperas
O sindicato aguarda a apresentação de informações sobre a origem dos recursos para o aumento de capital do banco, a conclusão da securitização de dívidas e a aprovação de empréstimos junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A organização espera que o governo federal tome medidas para solucionar a crise e garantir a estabilidade do BRB, um importante agente econômico e social na capital federal.