Resultados Financeiros da Brasilagro no Segundo Trimestre Fiscal
A Brasilagro, especializada na valorização de propriedades rurais através da produção, encerrou o segundo trimestre fiscal com um lucro líquido de R$ 2,5 milhões, resultando em uma margem líquida de 1%. Esse desempenho é uma melhoria em relação ao prejuízo de R$ 19,6 milhões registrado no mesmo período de 2025, quando a margem foi negativa em 10%.
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No mesmo comparativo, a receita líquida cresceu 25%, alcançando R$ 191,06 milhões. No entanto, o Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado apresentou uma queda de 77%, totalizando R$ 7 milhões. A empresa teve um desempenho positivo na comercialização de grãos, como soja, milho e feijão, além do algodão, cujas vendas aumentaram 81% e 41%, respectivamente.
Por outro lado, a cana-de-açúcar enfrentou uma queda de 56% em seu volume comercializado.
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Contexto Sazonal dos Resultados
O CFO Gustavo Lopez destacou a importância de considerar a sazonalidade dos resultados ao longo do ano-safra. Ele explicou que o exercício da Brasilagro inicia em julho, com trimestres estruturalmente mais fortes, especialmente o primeiro, que concentra entre 50% e 60% da produção de cana-de-açúcar.
O terceiro trimestre é crucial, pois ocorre a colheita e a contabilização dos principais grãos, como soja e milho, que representam cerca de 90% da área plantada da companhia.
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“O segundo trimestre geralmente coincide com o fim da safra de cana-de-açúcar e a finalização das vendas dos estoques de soja e milho da safra anterior. O resultado positivo do período, em torno de R$ 3 milhões, reflete uma estratégia eficaz de gerenciamento e venda desses estoques, resultando em um desempenho operacional considerado muito positivo”, afirmou Lopez.
Desempenho da Cana-de-Açúcar e Acumulado do Semestre
Lopez também ressaltou que o desempenho da cana já era uma preocupação, impactado por eventos climáticos adversos, como geadas em São Paulo e queimadas, que anteciparam o fim da safra e diminuíram a produção. No acumulado do semestre, a companhia registrou um prejuízo líquido de R$ 61,8 milhões, revertendo o lucro do mesmo período da safra anterior.
Ao contrário de 2025, não houve ganhos com a venda de fazendas, que havia contribuído com mais de R$ 100 milhões no primeiro semestre do ano passado.
Segundo a empresa, desconsiderando a cana-de-açúcar, a receita líquida do semestre teria crescido 35%, evidenciando o bom desempenho das demais culturas, especialmente milho, soja e algodão, cuja quantidade total vendida aumentou 38% no período.
Perspectivas para a Safra 2025/26
Para a safra 2025/26, a Brasilagro mantém uma expectativa otimista para grãos e algodão, com revisão do mix de culturas e expansão da área destinada ao milho e soja. Em relação à cana-de-açúcar, a companhia projeta uma recuperação da produtividade na safra de 2026, apoiada na renovação do canavial e na normalização das condições climáticas.
A Brasilagro já comercializou 60% da soja que espera colher nesta temporada ao câmbio de R$ 6, o que deve ser favorável para as margens da empresa.
