O Brasil testemunhou um salto social notável entre 2024 e 2026, alcançando um nível histórico de ascensão social. Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), utilizando dados da Pnad Contínua, revelou que 17,4 milhões de brasileiros deixaram a base da pirâmide social e ascenderam às classes A, B e C em um período de apenas dois anos.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Esse número é comparável à população total do Equador, demonstrando uma mudança social significativa.
O Ritmo Acelerado da Mudança
O estudo da FGV apontou que o ritmo dessa ascensão social entre 2022 e 2024 foi 74% mais rápido do que o observado durante o período de crescimento econômico entre 2003 e 2014. Esse aumento expressivo indica uma transformação social em curso no país.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Trabalho e a Regra de Proteção: O Motor da Ascensão
Segundo Marcelo Neri, diretor da FGV Social e autor do estudo, o principal fator impulsionador dessa ascensão foi o aumento da renda gerada pelo trabalho. Uma peça fundamental nesse processo é o papel das políticas sociais, especialmente o Bolsa Família.
Aproximadamente 13 a 14 pontos percentuais do crescimento foram atribuídos a famílias que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
LEIA TAMBÉM!
“A regra de proteção do Bolsa Família impulsiona a geração de carteiras de trabalho, que pode ser considerada o principal símbolo da nova classe média”, afirmou Neri. Essa regra permite que o beneficiário continue trabalhando e, ao mesmo tempo, mantenha uma parte do auxílio, garantindo uma transição segura para a classe média (Classe C).
Classes Sociais em 2026: Um Panorama Atualizado
O estudo da FGV organiza a população brasileira com base no poder de consumo e na estabilidade financeira. Em 2026, a distribuição das classes sociais foi a seguinte: Classe C (Classe Média): Concentra a maior parte da população, representando 60,97%.
Classes A e B (Alta Renda): Somam 17,21%. Classes D e E: Atingiram os menores níveis da história, com 15,05% e 6,77%, respectivamente.
O Impacto do Bolsa Família e do Emprego
O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, reforçou que o crescimento econômico acima de 3% ao ano tem aberto portas para pequenos negócios e empregos com carteira assinada. A estratégia é que o dinheiro chegue às mãos dos mais pobres, impulsionando o consumo local e a economia do país.
Dica de Ouro do FDR: Se você recebe o Bolsa Família e tem receio de perder o benefício ao aceitar um emprego, lembre-se da pesquisa da FGV. Ela garante que você mantenha 50% do benefício por até dois anos se a renda familiar não ultrapassar o salário mínimo.
Jamille Novaes é Bacharel em Letras Vernáculas pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e redatora especializada em economia popular, programas sociais e finanças pessoais, com foco em traduzir temas complexos para o dia a dia do brasileiro.
