Brasil se destaca em biotecnologia bovina e projeta faturamento de R$ 40 milhões em 2026
O Brasil se consolida como líder em biotecnologia bovina, com a CPEX Embriões projetando um faturamento de R$ 40 milhões em 2026. Quais são os avanços que
Brasil se destaca na biotecnologia bovina
O Brasil, além de ser o maior produtor e exportador de carne do mundo, se firmou como uma potência em biotecnologia no setor agropecuário. A técnica de produção e comercialização de embriões bovinos por meio da Fertilização In Vitro (FIV) tem revolucionado a genética do rebanho, permitindo ganhos produtivos significativos que atendem aos mercados mais exigentes globalmente.
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Segundo dados da Asbia, o país é responsável por mais de um terço da produção mundial de embriões in vitro, consolidando sua liderança nesse segmento.
A CPEX Embriões, uma empresa brasileira fundada em 2021, é especializada em projetos de multiplicação genética em larga escala. Em maio, a companhia inaugurou um laboratório de biotecnologia em Mogi Mirim (SP), com o objetivo de aprimorar os controles do processo de produção in vitro de embriões.
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Este investimento surge em um momento de crescimento do mercado de embriões no Brasil. Matheus Oliveira, sócio e fundador da CPEX, destaca que a produção de embriões por FIV dobrou nos últimos dez anos, expandindo-se de projetos de genética de elite para propriedades rurais em geral.
Projeções e avanços na reprodução bovina
A CPEX Embriões projeta um faturamento de R$ 40 milhões em 2026 e R$ 50 milhões em 2027. O método tradicional de reprodução bovina, que gera apenas um bezerro por ano, limita o ganho genético. Com a combinação da Aspiração Folicular (OPU) e a FIV, uma única vaca, chamada matriz, pode gerar centenas de descendentes em poucos meses.
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As vacas receptoras, conhecidas como “barrigas de aluguel”, recebem os embriões e dão à luz bezerros com melhor qualidade genética.
A tecnologia de transferência direta de embriões (Direct Transfer ou DT) possibilita que pequenos e médios pecuaristas acessem materiais congelados e produtivos de seus rebanhos. O impacto dessa tecnologia é imediato, permitindo que características que levariam várias gerações para se fixar em cruzamentos convencionais sejam consolidadas em apenas uma geração de embriões.
No campo, isso se reflete na redução do tempo entre o nascimento e o abate, encurtando o ciclo produtivo da pecuária de corte no Brasil.
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Expansão e infraestrutura da CPEX
A nova estrutura em Mogi Mirim faz parte de um plano para integrar biotecnologias ao desenvolvimento da pecuária, visando uma produção mais sustentável e financeiramente viável. A CPEX também planeja expandir para regiões estratégicas do país, buscando maior proximidade logística com os pecuaristas.
O próximo laboratório será instalado em Campo Grande (MS), com previsão de início das operações ainda em 2026.
Com capacidade para produzir até 30 mil embriões mensais, o laboratório de Mogi Mirim foi projetado com protocolos de biossegurança semelhantes aos utilizados em ambientes de pesquisa de alta complexidade. As salas operam com pressão positiva e renovação de ar com mais de 99% de pureza, evitando qualquer contato do ar externo com o ambiente interno, o que garante maior eficiência na produção de embriões, conforme explica Matheus.
Nos últimos cinco anos, a CPEX coletou mais de 2 milhões de oócitos e produziu mais de 410 mil embriões, além de transferir e diagnosticar 180 mil embriões. A taxa média de concepção, incluindo embriões frescos e congelados, é de quase 50% atualmente, posicionando a empresa entre as principais referências do setor.