Brasil se destaca em 2026 com investimentos de R$ 30 bilhões em data centers, mas desafios persistem

O Brasil se destaca em 2026 como líder em data centers na América Latina, mas desafios regulatórios e geográficos podem impactar o crescimento. Descubra mais!

Avanços na Indústria de Data Centers no Brasil em 2026

Com o crescimento da inteligência artificial e a crescente demanda por data centers, a indústria brasileira busca maneiras de explorar o potencial desse mercado. Durante o Encontro Internacional da Indústria da Construção de 2026, representantes do setor destacaram a urgência de avanços regulatórios para evitar que os investimentos se transfiram para o exterior.

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Atualmente, o Brasil se destaca como o principal polo de data centers na América Latina, com R$ 30 bilhões em investimentos anunciados e um crescimento anual de 40%, conforme informações de Gustavo Pazelli, diretor da LZA Engenharia e Gerenciamento.

No entanto, a geografia ainda representa um desafio significativo. Tiago Rossi, superintendente de Desenvolvimento de Negócios da Racional Engenharia, mencionou que a experiência na implementação de projetos evoluiu de pequenas salas para complexos que consomem energia equivalente à de uma cidade com mais de 300 mil habitantes.

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Embora a energia seja abundante no país, a disponibilidade técnica para atender a um data center é restrita a estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, além de algumas regiões do Nordeste que apresentam boas oportunidades.

Burocracia e Regulação como Desafios

A burocracia na importação de equipamentos essenciais também é um obstáculo que pode atrasar e encarecer projetos, ou até inviabilizá-los. Rossi enfatizou a importância de profissionais com expertise para lidar com um ambiente multicultural e compreender as rápidas mudanças tecnológicas.

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Em relação à regulação, o vice-presidente Financeiro da CBIC, que assumirá a presidência da entidade em julho, mencionou que já discutiu com o presidente Lula a necessidade de regulamentação em áreas como água, energia e segurança.

Além disso, a adequação entre interesses públicos e privados é um fator crítico, especialmente considerando a pressão pela urgência da demanda e a velocidade dos avanços tecnológicos. Luis Cuevas, diretor de Secure Power e Negócios de Data Centers da Schneider Electric no Brasil, destacou que para cada dólar investido na instalação, oito dólares são direcionados a equipamentos que precisam ser renovados a cada cinco anos.

Para Cuevas, “o que não acontecer aqui, acontecerá em outro país”.