Brasil se destaca nos Jogos Olímpicos de Inverno 2026 com a maior delegação da história e atletas promissores como Lucas Pinheiro Braathen e Nicole Silveira.
O Brasil se apresenta de forma destacada nos Jogos Olímpicos de Inverno, deixando para trás o papel de coadjuvante que marcou sua trajetória. Pela primeira vez, a delegação brasileira chega ao evento com reais chances de conquistar medalhas, impulsionada por resultados recentes, atletas reconhecidos no cenário internacional e um planejamento mais robusto.
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A equipe contará com 14 atletas, além de um reserva, formando a maior delegação brasileira em Jogos de Inverno. Os competidores estarão presentes em modalidades como esqui alpino, skeleton, snowboard e bobsled. Esse número representa um aumento de 40% em relação a Pequim 2022, simbolizando uma evolução significativa para um país que nunca subiu ao pódio olímpico em esportes de gelo ou neve.
Entre os atletas, Lucas Pinheiro Braathen se destaca como uma das principais esperanças. Ele será o porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura em Milão. Com 25 anos, Braathen é considerado um dos melhores competidores do mundo nas provas de slalom e slalom gigante, que demandam precisão e controle em descidas desafiadoras.
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O atleta já conquistou etapas da Copa do Mundo e foi campeão geral da temporada 2022/2023. Desde que começou a representar o Brasil, acumulou dez pódios internacionais, incluindo uma medalha de ouro nesta temporada. Em um esporte tradicionalmente dominado por europeus, ele é um forte candidato a medalhas nos dias 14 e 16 de fevereiro.
No skeleton, Nicole Silveira também é uma grande promessa. A atleta, que desce a pista de gelo de bruços em alta velocidade, foi a 13ª colocada em Pequim 2022, o melhor resultado do Brasil na modalidade até agora. Desde então, ela se destacou, conquistando três medalhas em Copas do Mundo e um quarto lugar no Mundial de 2025.
Nicole, que competirá nos dias 13 e 14 de fevereiro, tem se mostrado regular e experiente, aumentando suas chances de fazer história com um desempenho excepcional.
No snowboard halfpipe, um atleta que pode surpreender é Burgener, que está entre os 10 melhores do ranking mundial. Apesar de ter sofrido uma queda durante um treino na Suíça, ele foi liberado após exames e confirmou que está pronto para os Jogos.
Burgener já conquistou um bronze em uma etapa da Copa do Mundo em 2026, além de medalhas em Mundiais e um quinto lugar em PyeongChang 2018, representando a Suíça.
Agora competindo sob a bandeira brasileira, ele estará em ação entre os dias 11 e 13 de fevereiro.
Além dos atletas mais cotados, o Brasil contará com a experiência de Edson Bindilatti, do bobsled, que participará de sua sexta Olimpíada de Inverno, um recorde nacional. O país também está ampliando sua base com jovens talentos e projetos apoiados pela Solidariedade Olímpica do COI, reforçando a continuidade no desenvolvimento do esporte.
Desde sua estreia em Albertville 1992, o Brasil nunca ficou de fora dos Jogos de Inverno, mas o melhor resultado até agora foi o nono lugar de Isabel Clark em 2006. Em 2026, o cenário é promissor: há resultados, um contexto favorável e confiança.
A expectativa é alta, e a medalha inédita pode estar mais próxima do que nunca. O Brasil não chega apenas para participar, mas para competir de forma significativa.
Autor(a):
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.