O governo brasileiro formalizou nesta quarta-feira, 25 de março de 2026, sua posição de discordância à proposta dos Estados Unidos de classificar organizações criminosas brasileiras como grupos terroristas. A comunicação oficial foi feita diretamente ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, durante uma conversa com o ministro das Relações Exteriores, Vieira.
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Em entrevista à , Vieira detalhou que confirmou formalmente com o governo norte-americano a posição do Brasil. O ministro enfatizou que a distinção entre as motivações por trás das facções criminosas – que operam impulsionadas por interesses financeiros – e os grupos terroristas, que possuem “objetivos políticos”, é crucial.
Essa diferenciação, segundo ele, é fundamental para um tratamento adequado de cada tipo de organização.
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A oposição brasileira reforça a necessidade de distinguir entre crime organizado e terrorismo. Argumentam que as facções criminosas, como as que atuam no país, são motivadas por lucro e controle territorial, enquanto grupos terroristas possuem agendas políticas e ideológicas.
Essa distinção, para o governo brasileiro, é essencial para garantir que as leis e estratégias de combate sejam aplicadas de forma eficaz e justa.
O formulário de cadastro alertas grátis do Poder360 concorda com os termos da LGPD. O Brasil mantém sua posição de que a classificação de organizações criminosas como terroristas não se alinha com a realidade das ameaças que o país enfrenta.
A prioridade, segundo o governo, é o combate ao crime organizado com base em evidências e na compreensão das dinâmicas locais.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.
