Brasil registra queda histórica nos homicídios em 2024: Atlas da Violência aponta surpresa!

Brasil registra queda histórica nos homicídios em 2024! Atlas da Violência revela redução de 7,4% nos assassinatos. Saiba mais!

30/05/2026 14:46

3 min

Brasil registra queda histórica nos homicídios em 2024: Atlas da Violência aponta surpresa!
(Imagem de reprodução da internet).

Redução nos Homicídios no Brasil em 2024: Análise do Atlas da Violência

Em 2024, o Brasil apresentou um cenário de redução nos homicídios, marcando o menor patamar desde o início da série histórica do Atlas da Violência, que começou em 2014. A pesquisa, divulgada nesta terça-feira (26), realizada anualmente pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), revelou uma taxa de assassinatos para cada 100 mil habitantes de 20,1, representando uma diminuição de 7,4% em relação a 2023. O número total de homicídios no ano foi de 42.590, uma queda de 6,9% em comparação com o ano anterior.

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Dados da Pesquisa

A análise dos dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde (MS), entre 2014 e 2024, demonstra uma queda de 33,4% na taxa de homicídios e uma redução de 29,6% no número total de casos. Essa tendência de declínio é notável, com o Amapá se destacando como o único estado que apresentou aumento expressivo tanto na taxa (30,2%) quanto no número de homicídios (41,8%). Esses dados são cruciais para entender as dinâmicas da violência no país.

Análise do Coordenador do Atlas da Violência

Daniel Cerqueira, técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea, coordenador do Atlas da Violência, destacou que o Brasil está passando por uma transição forte, com a redução de homicídios coexistindo com o aumento da insegurança e a manutenção ou crescimento das desigualdades que afetam populações minoritárias. Cerqueira ressaltou que a taxa de homicídios, sendo a menor da série histórica da pesquisa, também é a mais baixa desde 1998, apesar da surpresa causada pela piora da qualidade dos dados em 2024. Apesar da queda histórica, a análise revelou um aumento no número de homicídios em 2024, o que contrariou as expectativas.

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Desigualdades Regionais na Violência

O Atlas da Violência 2026 apontou que a melhora da taxa de homicídios em 2024 foi relativamente disseminada, com Maranhão e Ceará apresentando aumentos de 7,6% e 5,2%, respectivamente, enquanto São Paulo permaneceu estável. As maiores quedas foram observadas no Amapá (-30,0%), Tocantins (-26,7%), Sergipe (-24,8%), Roraima (-22,8%) e Acre (-20,5%). No que tange ao número absoluto de homicídios, as maiores diminuições foram no Rio de Janeiro (-772 casos), Bahia (-555), Rio Grande do Sul (-280), Goiás (-229) e Amazonas (-229). Essa heterogeneidade regional na violência é um fator fundamental a ser considerado.

Morte Violenta Indeterminada

A publicação confirmou a tendência de redução da violência letal, embora de forma desigual entre os estados. Em 2024, as menores taxas oficiais de homicídios foram registradas em Santa Catarina (8,1), Distrito Federal (10,3), Minas Gerais (12,8) e Rio Grande do Sul (15,2).

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Já as maiores taxas ocorreram no Amapá (45,7), Bahia (40,9), Pernambuco (37,3), Alagoas (35,9) e Ceará (34,3). Um aspecto preocupante é o aumento de 23,8% nas Mortes Violentas por Causa Indeterminada (MVCI) em 2024, elevando o total para 3.311 casos. Estima-se que quase metade (41%) desses casos sem causa definida correspondem a homicídios subnotificados, dificultando o combate à violência.

Conclusão

A metodologia desenvolvida pelo Ipea, que identifica homicídios ocultos, revelou que 7.083 dos 17.207 casos de mortes violentas sem causa definida em 2024 são, na verdade, homicídios não classificados. Essa descoberta, denominada “homicídios ocultos”, representa 14,3% dos homicídios estimados em 2024, um aumento significativo em relação aos 7,6% de 2023. O total de homicídios estimados em 2024, considerando os homicídios oficiais e os ocultos, alcançou 638.805. A análise da distribuição territorial dos homicídios, com as maiores taxas no Amapá e Ceará e as menores em Santa Catarina, reforça a necessidade de políticas públicas específicas para cada região.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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