Casos de Mpox no Brasil em 2026
Dados recentes do Ministério da Saúde indicam que o Brasil registrou 90 casos de mpox nos dois primeiros meses de 2026, sem óbitos até o momento. A maioria dos pacientes apresenta sintomas leves ou moderados. São Paulo é o estado com mais casos, totalizando 63, seguido pelo Rio de Janeiro com 15, Rondônia com 4, Minas Gerais com 3, e o Rio Grande do Sul com 2.
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Santa Catarina, Paraná e o Distrito Federal têm um caso cada.
Além disso, o país contabiliza mais de 180 notificações suspeitas, das quais 57 já foram descartadas. A situação atual gera preocupações sobre a possibilidade de o vírus se espalhar, levando a necessidade de medidas mais rigorosas. Contudo, o Ministério da Saúde não mencionou risco de quarentena no Brasil.
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Preparação e Orientações do Ministério da Saúde
A pasta enfatiza que o país está preparado, com protocolos atualizados e monitoramento contínuo. Há uma articulação entre estados e municípios para garantir uma resposta rápida e coordenada pelo SUS. A orientação é clara: indivíduos com suspeita ou confirmação da doença devem se isolar imediatamente até o término do período de transmissão.
Não há recomendações para quarentena coletiva ou restrições amplas à população. Apesar do aumento de casos, o cenário atual é menos grave do que o observado no ano anterior. Em comparação com as oito primeiras semanas epidemiológicas de 2025, os números de 2026 são significativamente menores.
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Comparativo de Casos
- Semana 1: 14 casos (2025) x 12 (2026)
- Semana 2: 46 x 15
- Semana 3: 23 x 14
- Semana 4: 33 x 16
- Semana 5: 34 x 13
- Semana 6: 47 x 11
- Semana 7: 16 x 7
- Semana 8: 31 x 2
No mesmo período de 2025, o Brasil acumulava 244 casos. Em 2026, o total é consideravelmente menor, com apenas dois registros na semana correspondente ao final de fevereiro.
Sobre a Mpox
A mpox é causada por um vírus transmitido principalmente por contato íntimo com uma pessoa infectada. Os sintomas mais comuns incluem febre, dor de cabeça e lesões na pele que se manifestam como bolhas ou erupções. Embora não haja mortes registradas no Brasil, a doença pode levar a complicações graves em alguns casos.
Estima-se que, em cenários críticos, até 10% dos casos possam evoluir para óbito, especialmente sem acompanhamento adequado. O avanço nas estratégias de vigilância e diagnóstico tem ajudado a reduzir os riscos associados à doença.
A mpox é uma infecção zoonótica, relacionada à antiga varíola, e pode ser transmitida por contato com secreções ou pelo compartilhamento de objetos pessoais. O tratamento atual é baseado em medidas de suporte, focando no alívio dos sintomas, já que não há medicamento específico aprovado para a doença.
Pessoas diagnosticadas devem permanecer em isolamento até a completa cicatrização das lesões, o que pode levar de duas a quatro semanas, dependendo da evolução clínica.
