Brasil rebate acusações dos EUA sobre Pix em fórum internacional de Lisboa

Brasil se defende de acusações dos EUA sobre Pix em fórum de Lisboa. Presidente Isaac Sidney rebate alegações do USTR sobre práticas comerciais. Crise no Pix?

(Imagem de reprodução da internet).

Brasil Defende Pix Contra Acusações Americanas em Fórum de Lisboa

Em 3 de junho de 2026, durante o 14º Fórum de Lisboa, o presidente Isaac Sidney defendeu o Pix contra alegações de que a modalidade financeira brasileira poderia gerar vantagens competitivas desleais, como apontado pelos Estados Unidos. A declaração veio após uma investigação do USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA) que identificou possíveis práticas comerciais consideradas “não razoáveis” no Brasil, com o objetivo de restringir o comércio americano.

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Investigação e Preocupações Americanas

O governo americano, através do USTR, investigou o Pix, o comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal. A preocupação central reside na possibilidade de que o Pix seja utilizado para o escoamento de recursos ilícitos, dada a influência de organizações criminosas como o PCC e o Comando Vermelho, que foram classificadas como “terroristas” estrangeiras pelos EUA.

O Brasil tem até 15 de julho para apresentar suas respostas às reclamações dos Estados Unidos. O Banco Central e o governo brasileiro se mostram confiantes de que o Pix não terá consequências negativas, argumentando que a modalidade é uma infraestrutura essencial para a economia e o consumo, sem diferenciais que possam gerar restrições.

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Resposta do Governo Brasileiro

Isaac Sidney enfatizou que “não há qualquer diferencial que possa fazer com que haja restrições” no Pix, e que “não faz sentido enxergar no Pix problemas anticompetitivos” ou que a modalidade “seja qualquer trilho para escoar recursos ilícitos”.

O governo brasileiro acredita que a situação é uma questão de esclarecimento de informações, e que a tranquilidade prevalecerá em relação a possíveis impactos no sistema do Pix.

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Posicionamento do Departamento de Estado dos EUA

A porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Amanda Roberson, afirmou que a decisão de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações “terroristas” estrangeiras não deve resultar em sanções ao Pix. Apesar das preocupações, o governo brasileiro trabalha com uma visão de tranquilidade em relação ao tema, sem vislumbrar impactos relevantes no sistema do Pix.