Brasil prevê R 58,4 bilhões em investimentos para saneamento básico em 625 municípios até 2026

Os investimentos em saneamento básico visam reduzir a desigualdade no acesso à água e esgoto, beneficiando 18 milhões de brasileiros até 2026.

Imagem ilustrativa, sistema de saneamento de águas e esgoto

O setor de saneamento básico no Brasil está prestes a passar por uma transformação significativa, com investimentos previstos de R 58,4 bilhões que serão direcionados a novos leilões, parcerias e concessões. Esse amplo portfólio de projetos abrange 625 municípios e visa beneficiar mais de 18 milhões de pessoas, promovendo a regionalização dos serviços e reforçando a segurança jurídica, conforme estabelecido pelo Marco Legal do Saneamento.

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As informações foram reveladas na quinta edição do estudo Avanços do Marco Legal do Saneamento Básico no Brasil 2026, divulgado nesta quarta – feira (15) pelo Instituto Trata Brasil em colaboração com a GO Associados.

Apesar das mudanças significativas trazidas pelo Marco Legal do Saneamento Básico para o setor, desafios permanecem. Atualmente, cerca de 15,9% da população brasileira ainda não tem acesso à água potável, enquanto 43,3% não conta com serviços adequados de coleta de esgoto.

Desde a aprovação do Marco Legal, os investimentos no setor aumentaram em 51%, mas esse crescimento ainda não é suficiente para atender às necessidades da população. O montante atual permanece abaixo da média necessária estipulada pelo Plano Nacional de Saneamento Básico, que sugere investimentos anuais de R 225 por habitante para alcançar a universalização dos serviços.

Histórico de Investimentos no Setor

Entre os anos de 2020 e 2024, os investimentos totais em saneamento básico somaram R112,6 bilhões. A macrorregião Sudeste foi responsável pela maior parte desse valor, contribuindo com R 57,3 bilhões. Dentro dessa região, o estado de São Paulo destacou – se como o que mais investiu, com desembolsos que chegaram a R 34,6 bilhões.

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Por outro lado, a macrorregião Norte apresentou o menor investimento no mesmo período, totalizando apenas R 5,3 bilhões. Essa região também enfrenta os piores indicadores em relação ao atendimento nos serviços de saneamento básico.

A Caminho da Universalização

Ainda que os avanços sejam visíveis desde a implementação do Marco Legal do Saneamento Básico, o caminho para a universalização dos serviços continua repleto de obstáculos. É essencial que os investimentos sejam ampliados e direcionados para as regiões que mais necessitam melhorar seus índices de cobertura.

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O futuro do saneamento básico no Brasil depende não apenas da quantidade investida, mas também da eficiência na aplicação desses recursos para garantir que todos os cidadãos tenham acesso à água potável e ao tratamento adequado dos resíduos sanitários.