Brasil enfrenta desafios na balança comercial com EUA e China em 2026
Brasil enfrenta desafios na balança comercial! Exportações caem para EUA, mas China dispara. Saiba mais!
A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou nesta quinta-feira, 7 de abril de 2026, dados que mostram uma dinâmica complexa na balança comercial entre o Brasil e os Estados Unidos, bem como com a China. Enquanto o mercado norte-americano apresentou uma queda nas exportações brasileiras, o mercado chinês registrou um crescimento significativo nas importações e exportações.
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Esses números refletem um cenário global marcado por flutuações e desafios para o comércio internacional.
Queda nas Exportações para os EUA e Crescimento na China
As exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 11,3% em abril, em comparação com o mesmo período de 2025. O valor total das exportações atingiu US$ 3,121 bilhões, uma diminuição em relação aos US$ 3,517 bilhões registrados em abril de 2025.
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Paralelamente, as vendas para a China apresentaram um crescimento notável, com um aumento de 32,5%, alcançando US$ 11,610 bilhões. Esse aumento contrasta com a queda nas exportações para os Estados Unidos.
Importações Norte-Americanas e Superávit Reduzido
As importações de produtos norte-americanos também sofreram uma redução significativa, com uma queda de 18,1%. O valor das importações diminuiu de US$ 3,780 bilhões para US$ 3,097 bilhões em abril de 2026. Apesar da queda nas exportações para os EUA, o Brasil conseguiu manter um superávit comercial de US$ 20 milhões com o país, impulsionado pelas importações americanas mais baixas.
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Superávits com China: Crescimento Contínuo
O Brasil também apresentou superávits comerciais significativos com a China. As exportações brasileiras para o mercado chinês cresceram 25,4% de janeiro a abril, totalizando US$ 35,61 bilhões. As importações chinesas tiveram uma leve queda de 0,4%, somando US$ 23,96 bilhões.
O resultado final foi um superávit brasileiro de US$ 11,65 bilhões no período.
Fatores que Influenciam a Balança Comercial
O diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão, destacou que a queda nas exportações para os Estados Unidos está relacionada às tarifas impostas pelo governo dos EUA desde meados de 2025. Apesar da retirada de alguns produtos da lista tarifária, 22% das exportações brasileiras ainda estão sujeitas a essas taxas.
Além disso, a volatilidade do mercado internacional, influenciada pela guerra no Irã, impacta as exportações de petróleo bruto.
Brandão ressaltou que, apesar da redução nas exportações, o fluxo comercial tem apresentado uma recuperação gradual. O superávit comercial com a China continua a crescer, impulsionado pela forte demanda externa por produtos brasileiros e pela competitividade do setor petrolífero brasileiro.