Brasil enfrenta alarmantes taxas de mortalidade materna: medidas urgentes são necessárias!

Brasil enfrenta alarmantes taxas de mortalidade materna, com 1.157 óbitos entre 2025 e 2026. Descubra as causas e como a prevenção pode salvar vidas.

28/05/2026 05:11

3 min

Brasil enfrenta alarmantes taxas de mortalidade materna: medidas urgentes são necessárias!
(Imagem de reprodução da internet).

Altas taxas de mortalidade materna no Brasil

Dados recentes da Plataforma Integrada de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, mostram que o Brasil ainda enfrenta um cenário preocupante com altas taxas de mortalidade materna. Entre 2025 e 2026, foram registrados 1.157 óbitos maternos no país.

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No Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, é essencial discutir as principais medidas para prevenir esses casos. Segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente 92% das mortes maternas no Brasil são causadas por fatores evitáveis.

Os dados revelam que nove em cada dez mulheres falecem devido a questões que poderiam ser prevenidas com um atendimento adequado no sistema de saúde. Para Denise Suguitani, diretora executiva da ONG Prematuridade.com, a prevenção deve iniciar com educação e acesso à saúde desde a infância. “O nível de escolaridade e o acesso a informações relevantes impactam diretamente a saúde da mulher desde a infância e adolescência.

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Precisamos olhar com atenção para a gravidez precoce”, afirma.

Riscos associados à gravidez precoce

Denise explica que a gestação em idade precoce aumenta os riscos de hipertensão, anemia, parto prematuro e morte materna e neonatal. Nos anos de 2025 e 2026, foram registradas 779 mortes por causas obstétricas diretas, além de 219 óbitos relacionados a transtornos hipertensivos da gestação, evidenciando a importância dessas condições como fatores de risco. “É fundamental garantir às mulheres um pré-natal de qualidade, diagnóstico precoce de doenças como hipertensão e infecções, além de acesso rápido a hospitais preparados para urgências obstétricas”, comenta Denise.

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O atendimento adequado às gestantes ainda é um desafio na prevenção de mortes maternas, especialmente devido à desinformação e dificuldades de acesso. Fatores como pobreza, racismo, baixa escolaridade e falta de atendimento especializado em obstetrícia contribuem para essa situação.

Denise observa que essas condições socioeconômicas também estão ligadas a outros problemas da gestação: “Essas circunstâncias aumentam o risco de parto prematuro, pois muitas complicações não são identificadas ou tratadas a tempo”, explica.

Importância do investimento em saúde

O investimento em equipes de saúde qualificadas é essencial para garantir o preparo técnico e emocional no atendimento às mulheres que enfrentam problemas durante a gestação. A escuta atenta e o acolhimento devem ser integrados às UTIs materna e neonatal, quando necessário, e à Atenção Primária à Saúde, ampliando o cuidado para além do ambiente hospitalar. “Além da qualificação técnica, os profissionais precisam ter disponibilidade afetiva para acolher e uma comunicação clara, respeitando os aspectos culturais e emocionais de cada família”, sugere Denise.

Ela acrescenta que, em casos de prematuridade, o apoio durante a internação do bebê é fundamental para reduzir traumas, fortalecer o vínculo familiar e ajudar a família a enfrentar um momento delicado.

Efeitos sociais da mortalidade materna

A mortalidade materna representa um problema social de longo prazo, com efeitos que reverberam para outros membros da comunidade. A morte de uma mãe expõe as condições de vulnerabilidade social da família, que também afetam outras pessoas na mesma região.

Estudos indicam que, com a morte da mãe, aumentam os índices de evasão escolar dos filhos, insegurança alimentar, sofrimento psíquico e maior risco de desestruturação familiar.

Esse cenário contribui para perpetuar as gerações seguintes em condições de pobreza, que dificilmente serão superadas sem um grande custo para o sistema de saúde e assistência social. “Não estamos apenas falando de evitar mortes, mas também de proteger o desenvolvimento das crianças, preservar vínculos familiares e reduzir desigualdades sociais ao longo das próximas gerações”, conclui Denise, ressaltando a importância de abordar essa questão.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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