Brasil em crise: 1.568 mulheres assassinadas em 2026! Feminicídio atinge recorde histórico, chocando o país. Saiba mais
Enquanto mulheres continuam a se manifestar nas ruas, denunciando a violência e tocando os tambores pela vida, o Brasil enfrenta uma crise preocupante. Em 2026, o país registrou um número alarmante de feminicídios, com 1.568 mulheres assassinadas por motivos de gênero, um recorde na última década, conforme revelado por uma análise técnica do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
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Essa estatística significa que, em média, quatro mulheres foram vítimas dessa violência extrema diariamente.
A análise do FBSP, intitulada “Retratos do Feminicídio no Brasil – 2006–2026: 20 anos”, demonstra que desde a tipificação do feminicídio em 2015, mais de 13,7 mil mulheres foram vítimas dessa violência. Em 2025, o número de feminicídios atingiu 1.568, representando um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior.
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Esse dado se soma aos mais de 13,7 mil casos já registrados desde a criação da lei.
O estudo também expõe desigualdades regionais significativas. Estados como Acre, Rondônia e Mato Grosso do Sul apresentam as maiores taxas de feminicídio por 100 mil mulheres. Adicionalmente, metade dos casos ocorrem em municípios com até 100 mil habitantes, onde as taxas são mais elevadas do que em grandes cidades.
São Paulo concentra o maior número absoluto de registros, respondendo por 17,2% dos casos nacionais.
Um ponto crítico revelado na análise é a falta de Medidas Protetivas de Urgência (MPU) para a maioria das vítimas, com cerca de 87% das mulheres não possuindo essa proteção no momento do crime. Além disso, 13,1% das vítimas foram assassinadas mesmo com proteção judicial ativa.
Apesar disso, houve um avanço na identificação do crime, com mais de 40% dos casos sendo classificados como feminicídio, em comparação com 9,4% em 2015.
O feminicídio não se restringe a um grupo social específico. Embora seus efeitos sejam mais graves entre mulheres pobres, negras e vulneráveis, a violência de gênero afeta todas as classes sociais. Mulheres de diversas origens, profissões e condições de vida estão expostas a essa realidade.
Essa questão transcende fronteiras nacionais, sendo reconhecida como um problema global.
O assassinato de mulheres por razões de gênero é um problema mundial, com governos endurecendo legislações em diversos países. Na Itália, por exemplo, medidas recentes preveem prisão perpétua para casos de assassinato de mulheres motivados por ódio de gênero.
No entanto, o Brasil enfrenta um desafio central: a falta de escuta por parte do Estado. Há décadas, movimentos de mulheres têm denunciado a violência, apresentando propostas e cobrando políticas públicas efetivas. Apesar disso, muitas vezes essas reivindicações não recebem a atenção necessária.
Neste Dia Internacional da Mulher, a data não pode ser apenas um momento simbólico. É crucial que o Estado ouça ativamente as vozes que vêm das ruas, transformando essa escuta em políticas públicas eficazes, garantindo que nenhuma mulher more simplesmente por ser mulher.
As mulheres continuam organizadas, denunciando a violência e tocando seus tambores pela vida.
Autor(a):
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.