Medo e Violência Sexual: Uma Realidade Preocupante no Brasil em 2026
Uma pesquisa recente, conduzida pelo Instituto Patricia Galvão e pelo Instituto Locomotiva, revelou dados alarmantes sobre o medo de estupro entre as mulheres brasileiras. A pesquisa, com dados antecipados em 2026, demonstra um aumento preocupante no percentual de mulheres que relatam sentir medo da violência sexual, evidenciando a necessidade urgente de políticas públicas mais eficazes e de maior conscientização.
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Em 2020, 78% das mulheres entrevistadas expressaram “muito medo” de se tornarem vítimas de estupro. Esse número subiu para 80% em 2022 e atingiu 82% em 2025. Adicionalmente, 15% das mulheres declararam sentir “um pouco de medo”, resultando em um total de 97% das mulheres que vivenciam algum grau de temor em relação à violência sexual.
Esses números destacam a magnitude do problema e a vulnerabilidade das mulheres brasileiras.
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Grupos Mais Vulneráveis
Os resultados da pesquisa revelaram que algumas populações específicas enfrentam níveis de medo ainda mais elevados. Jovens entre 16 e 24 anos apresentaram uma taxa de 87% de “muito medo”, enquanto mulheres negras relataram 88%. Esses dados sugerem que desigualdades sociais e discriminação podem aumentar a vulnerabilidade das mulheres a essa forma de violência.
Violência Doméstica e Experiências Traumáticas
A pesquisa também lançou luz sobre a realidade da violência dentro de casa, revelando que 72% das vítimas de estupro entre crianças e adolescentes foram violentadas em suas próprias residências. Em metade dos casos, o agressor era um familiar, e em um terço, um amigo ou conhecido da família.
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A maioria dos estupros (84%) foi cometida por homens do círculo social da vítima, embora essa porcentagem diminuísse para mulheres com 14 anos ou mais, onde a maioria dos agressores eram pessoas conhecidas.
Apoio às Vítimas e Serviços de Saúde
A pesquisa, que envolveu 1.200 participantes de diversas regiões do Brasil, também investigou a percepção da população sobre os direitos das mulheres vítimas de estupro. A maioria dos entrevistados (99%) concordava que as mulheres têm medo de estupro.
No entanto, 80% acreditavam que as vítimas raramente ou nunca revelam a violência sofrida, devido a ameaças do agressor, medo de não serem ouvidas ou vergonha. A pesquisa também apontou que apenas 15% das vítimas foram levadas a uma delegacia e 9% a uma unidade de saúde.
Recomendações e Necessidades
A diretora de conteúdo do Instituto Patricia Galvão, Marisa Sanematsu, ressaltou que o medo constante das mulheres brasileiras é um problema persistente e que nenhum espaço é considerado seguro. A pesquisa evidenciou a necessidade de ampliar e preparar melhor os serviços de acolhimento para vítimas de violência sexual, além de garantir o cumprimento da legislação que prevê atendimento e proteção das vítimas em todos os hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS).
Conclusão: Um Chamado à Ação
Os dados da pesquisa sobre percepções sobre direitos de meninas e mulheres grávidas pós-estupro, revelam a necessidade de um esforço conjunto da sociedade, do governo e das instituições para proteger as mulheres brasileiras da violência sexual. É fundamental que o Estado invista na divulgação de informações sobre os direitos da vítima e em serviços de apoio, além de garantir o cumprimento da legislação que assegura o atendimento e a proteção das mulheres em situação de violência.
