Brasil monitora Venezuela com alerta: Padilha mobiliza saúde e prepara contingência. Operação Trump e ameaças a Maduro geram tensão na região
O Ministério da Saúde, liderado pelo ministro Alexandre Padilha, está atento à situação na Venezuela, buscando minimizar os impactos potenciais para o Brasil. Em declarações nesta quarta-feira, 7 de janeiro de 2026, Padilha enfatizou que, até o momento, não houve aumento significativo no fluxo migratório, mas que o governo mantém equipes preparadas e planos de contingência prontos para ação.
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“O Ministério da Saúde está em absoluta prontidão. Nossa prioridade, na situação da Venezuela, é proteger os brasileiros, reduzir ao máximo os impactos de um eventual fluxo migratório e garantir o acolhimento já na entrada da fronteira, o que é fundamental para preservar a saúde no país”, afirmou Padilha durante uma entrevista no Palácio do Planalto.
Reforço na Fronteira
Para garantir a capacidade de resposta, mais de 40 profissionais da saúde foram mobilizados para Pacaraima e Boa Vista. Uma avaliação recente da infraestrutura de saúde em Pacaraima indicou que a estrutura existente pode ser reforçada com equipamentos e pessoal, sem a necessidade de um hospital de campanha.
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O Hospital Universitário Federal de Roraima, inaugurado em 2024, também está preparado para atuar como retaguarda.
Padilha ressaltou que, durante a crise de oxigênio em Manaus na pandemia de Covid-19, a Venezuela enviou 130 mil metros cúbicos de oxigênio ao Brasil. “A gente não vai se furtar, enquanto Ministério da Saúde, em ajudar um país vizinho, o povo de um país vizinho numa situação como essa”, declarou.
O controle da fronteira terrestre é responsabilidade das Forças Armadas, que reforçaram a presença na região Norte em 2023, em resposta a ameaças do governo venezuelano à Guiana. A mobilização incluiu blindados, armamentos e um contingente de aproximadamente 10 mil a 12 mil militares.
Essa presença foi pontual e não houve novos deslocamentos desde então.
O ministro da Defesa, José Múcio, afirmou que a situação na fronteira é “tranquila”. Paralelamente, o Brasil foi acionado pela Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) para auxiliar o sistema de saúde venezuelano, após um ataque que comprometeu o abastecimento de insumos médicos para pacientes em diálise.
Cerca de 16 mil pacientes venezuelanos dependem desses materiais.
O Brasil avalia o envio de medicamentos e materiais, sem impacto no atendimento interno. “Essa ajuda não afeta em nada o atendimento aqui. É uma resposta humanitária e de solidariedade regional”, disse Padilha. As tratativas estão sendo coordenadas com a Opas e a OMS (Organização Mundial da Saúde).
A situação internacional também está sendo acompanhada. O ex-presidente Trump anunciou, em seu perfil na rede Truth Social, uma operação militar contra a Venezuela e a captura de Maduro e sua mulher. O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, afirmou que o presidente dos EUA ordenou a captura de Maduro na noite da sexta-feira, 2 de janeiro de 2026.
A operação, que envolveu ataques e neutralização de sistemas de defesa aérea, foi realizada na madrugada de sábado, 3 de janeiro de 2026. Há questionamentos sobre a falta de aprovação do Congresso norte-americano e o descumprimento de leis.
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Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.