Brasil é o último em transformação de impostos em qualidade de vida, aponta IBPT
O Brasil, com carga tributária alta, continua a ter o pior desempenho em transformar impostos em qualidade de vida, segundo o IBPT
Brasil é o país que menos transforma impostos em qualidade de vida
O Brasil ocupa a última posição no ranking do IRBES (Índice de Retorno de Bem-Estar à Sociedade), elaborado pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação), pelo 15º ano consecutivo. O levantamento, que analisa dados de carga tributária e IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) referentes a 2024, revela que o país continua sendo o que menos converte arrecadação de impostos em qualidade de vida entre as 30 nações com maior carga tributária do mundo.
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A carga tributária brasileira foi de 32,32% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2024, um percentual semelhante ao de países desenvolvidos. No entanto, o IDH de 0,760 resultou em um IRBES de 142,46 pontos, o menor entre os países analisados. O IBPT aponta que os recursos arrecadados estão sendo aplicados de forma ineficiente. “Apesar de termos uma carga tributária alta, digna de países desenvolvidos, como Reino Unido, França e Alemanha, o IDH nacional reflete um desenvolvimento humano muito precário”, afirma o estudo.
Ranking e eficiência dos gastos públicos
A Irlanda lidera o ranking pelo sétimo ano consecutivo, com um IRBES de 170,37 pontos, seguida por Suíça, Coreia do Sul, Estados Unidos e Austrália. Entre os países sul-americanos, o Uruguai aparece na oitava posição, enquanto a Argentina ocupa o 13º lugar.
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O IBPT destaca a necessidade de melhorar a eficiência dos gastos públicos e a transparência na aplicação dos recursos arrecadados. “Certamente, se existisse uma melhor aplicação das receitas públicas oriundas dos tributos, isso se refletiria em um bem-estar social muito mais elevado”, conclui o instituto.
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