Brasil e México abrem mercados para novos produtos agrícolas

Alckmin assina acordos durante visita oficial

28/08/2025 22:57

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Brasil e México abrem mercados para novos produtos agrícolas
(Imagem de reprodução da internet).

O vice-presidente Geraldo Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, classificou como positiva a visita oficial ao México, finalizada nesta quinta-feira 28, na Cidade do México, a capital do país. O último compromisso e destaque da viagem foi uma reunião com a presidenta mexicana, Claudia Sheinbaum, no Palácio Nacional.

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Alckmin convidou a presidenta Claudia para a COP30, em Belém, no mês de novembro. Discutiram sobre multilateralismo, o fortalecimento da democracia, a inclusão e o combate à fome. Então, foi uma conversa muito proveitosa, destacou Alckmin em uma entrevista coletiva pouco antes de embarcar de volta a Brasília.

O Brasil e México representam as maiores economias da América Latina, com um fluxo comercial que atingiu US$ 13,6 bilhões em 2024. Uma das metas da viagem foi buscar a expansão de acordos comerciais em setores estratégicos, incluindo o agronegócio e a indústria.

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O vice-presidente anunciou a assinatura de acordos para a abertura de novos mercados entre os países, acompanhado por empresários, pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e pela ministra do Planejamento, Simone Tebet.

São três produtos que o Brasil abrirá o comércio: aspargos, pêssego e derivados de atum. E eles abrem o mercado para a farinha de ração animal para bovinos e suínos, destacou.

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O governo brasileiro solicitou ao México a manutenção dos incentivos do Pacote contra a Inflação e a Escassez, denominado Pacic, em espanhol, que possibilita a importação de alimentos.

O México é o segundo destino da carne bovina brasileira. Solicitamos a manutenção do PAC, que complementa a atividade agropecuária mexicana. Possuem uma demanda por rastreabilidade individual da carne. Cumpriremos essa exigência, mas desejamos que não haja interrupção das vendas enquanto o Brasil avança com a rastreabilidade, conforme um cronograma estabelecido.

O vice-presidente comentou o progresso nas discussões para a revisão do Acordo de Complementação Econômica nº 53 (ACE 53) firmado com o México em 2002, que visa a eliminação ou a redução de tarifas de importação em cerca de 800 posições tarifárias.

Além disso, foram firmados acordos nas áreas de vigilância sanitária para a aprovação de novos fármacos e na área de pesquisa sobre arboviroses, que incluem a troca de experiências no desenvolvimento de vacinas, como a da dengue, em que o Brasil está em estágio avançado.

Um ponto importante da agenda, segundo o vice-presidente, foi o progresso dos negócios da Embraer no México. A empresa brasileira concluiu a venda de 20 aeronaves das séries E190 e E195 para a companhia estatal Mexicana de Aviacao, a maior do país.

O vice-presidente também propôs a abertura de negócios no setor militar, incluindo a venda do cargueiro KC-390, produzido pela Embraer, uma aeronave multimissão com capacidade para transportar até 26 toneladas, realizar reabastecimento aéreo e atuar em missões como busca e salvamento e ajuda humanitária.

A Embraer está presente no México, possui aqui fábrica de componentes com mais de mil colaboradores, destacou Alckmin. Colocamos a pretensão de oferecer o cargueiro KC-390. Não foi resolvido, mas ficou o pleito brasileiro com todos os argumentos favoráveis, finalizou.

Fonte por: Carta Capital

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