Brasil e EUA: Parceria Estratégica em Minerais Críticos é Reforçada pelo Cônsul-Geral
O cônsul-geral dos EUA no Rio de Janeiro destaca a importância da parceria Brasil-EUA em minerais críticos, prometendo uma colaboração ainda mais forte.
Fortalecimento da Parceria Brasil-EUA em Minerais Críticos
O cônsul-geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro defendeu a ampliação da colaboração entre o Brasil e os EUA no setor de minerais críticos e terras raras. A afirmação foi feita à CNN Brasil durante uma conferência sobre óleo e gás em Salvador, Bahia.
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Em resposta a uma pergunta sobre a ausência do Brasil em um encontro realizado em fevereiro em Washington, que contou com a participação de 54 países para discutir o futuro desses minerais, Rowlands destacou que o Brasil esteve representado por empresas do setor. “Este evento foi muito importante e posso afirmar que o Brasil esteve presente.
Embora alguns representantes não tenham comparecido, muitas companhias participaram de conversas significativas sobre o futuro desse setor econômico”, declarou.
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O diplomata enfatizou a importância estratégica do Brasil para os Estados Unidos em várias áreas, incluindo óleo, gás e minerais críticos. Ele ressaltou que o objetivo é desenvolver uma cadeia produtiva integrada no hemisfério ocidental, aumentando a cooperação entre os dois países. “O Brasil possui esses recursos naturais e queremos estabelecer um sistema onde o processamento desses minerais ocorra tanto aqui quanto nos Estados Unidos, criando uma cadeia de suprimentos em nosso hemisfério”, afirmou.
Relações Bilaterais e Soberania Nacional
Ao comentar sobre a relação bilateral após o encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, Rowlands destacou a proximidade entre os líderes. “É evidente que há uma química entre nossos presidentes. Eles mantêm um contato frequente.
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O presidente Trump já conversou mais vezes com o presidente Lula do que o Biden fez”, disse. O cônsul-geral também mencionou a longa trajetória diplomática entre Brasil e Estados Unidos, afirmando que novas conversas devem acontecer no futuro. Segundo ele, os 201 anos de relações entre as nações evidenciam a importância da parceria estratégica.
Sobre as críticas do Ministério de Minas e Energia em relação a possíveis riscos à soberania nacional em negociações diretas com estados brasileiros, Rowlands assegurou que os Estados Unidos respeitam integralmente o sistema jurídico e regulatório do Brasil. “Não queremos criar problemas nessa área, apenas buscamos uma parceria sólida com todos os níveis de governo no Brasil”, declarou.
Ele acrescentou que cabe ao Brasil, tanto ao governo federal quanto aos estaduais, definir como os acordos poderão ser estruturados.
Possíveis Parcerias Futuras
Questionado sobre a possibilidade de parcerias exclusivas ou negociações diretas com estados como Goiás, caso não haja um entendimento em nível nacional, o diplomata preferiu não antecipar cenários específicos. “É complicado afirmar exatamente que tipo de acordo surgirá dessas negociações, mas é certo que empresas brasileiras e americanas desejam um framework para colaborar no futuro, especialmente na área de minerais críticos”, concluiu.