Brasil e EUA em confronto! Alerta de crise estratégica: Fepal prevê “inimigo existencial”. EUA acusam Brasil de abrigar bases chinesas e buscam cerco. A tensão na América Latina aumenta com acusações e guerra híbrida. Saiba mais!
O presidente da Federação Árabe Palestina (Fepal), Ualid Rabah, emitiu um alerta sobre a crescente tensão entre os Estados Unidos e o Brasil, considerando o país um potencial adversário estratégico e até mesmo um inimigo existencial. A declaração surge em meio a acusações de ataques e bloqueios na América Latina, incluindo o Brasil, e a tentativa de Washington de classificar certos grupos como terroristas.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O analista destaca a presença de 11 bases americanas na América do Sul, todas em países vizinhos ao Brasil. Além disso, aponta para a aprovação recente pelo Senado paraguaio de direitos para forças estrangeiras na fronteira, onde está localizada a segunda maior usina hidrelétrica do mundo, a Itaipu, e o maior aquífero de água doce do planeta, o Aquífero Guarani.
Rabah argumenta que as acusações dos Estados Unidos contra o Brasil, alegando abrigar bases chinesas (em referência a acordos de cooperação tecnológica dos governos Bolsonaro e Lula), fazem parte de uma “guerra híbrida”. Ele critica a tentativa de justificar um possível cerco ao Brasil, e a proposta de classificar o tráfico de drogas como terrorismo, o que abriria caminho para uma intervenção militar americana.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Segundo Rabah, o objetivo real dos Estados Unidos é o controle dos recursos estratégicos brasileiros, incluindo petróleo, a Petrobras, urânio, terras raras, a Amazônia e a água. Ele defende um mundo multilateral, com sistemas de compensação internacional que abandonem o dólar, e a criação de uma rede de comunicação global análoga ao Swift, envolvendo países como Rússia, China, Índia e África do Sul.
Enquanto isso, o Irã responde à retórica de Trump, afirmando que determinará seu próprio destino. Rabah ressalta que a “vitória final” para os Estados Unidos pode ser definida como aniquilar a capacidade de lançamento de mísseis do Irã, uma capacidade de dissuasão legítima.
Ele menciona que Brasil, Turquia, Arábia Saudita e Egito possuem mísseis, muitos deles fornecidos pelos Estados Unidos.
O presidente da Fepal rebate a narrativa de que o Irã é um país frágil, destacando seu Produto Interno Bruto (PIB) de quase 2 trilhões de dólares, equivalente a um PIB de 400 a 500 bilhões de dólares do Israel. Ele lista conquistas iranianas, como o lançamento de satélites, a indústria aeroespacial e naval, medicina avançada e uma agricultura praticamente autossuficiente, além de um comércio com o Brasil que gerou um superávit de 13,1 bilhões de dólares no ano passado.
Rabah enfatiza que os Estados Unidos já controlam a Venezuela e a Arábia Saudita, as maiores e segundas maiores reservas de petróleo do mundo, e buscam controlar o Irã, a terceira maior. Ele alerta para o risco de que o Irã ataque navios para forçar uma mudança na política de navegação, e que a ameaça americana é real, considerando que qualquer país que não tenha capacidade de blindar seu espaço aéreo está em risco de intervenção.
Diante desse cenário, o presidente da Fepal conclui que os Estados Unidos são o “adversário estratégico e potencialmente inimigo existencial do Brasil”. Ele enfatiza a necessidade de o Brasil estar “blindado” contra essa ameaça, defendendo uma política externa que priorize a autonomia e a diversificação de parcerias.
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.