Brasil e EUA buscam combater crime organizado com acordos financeiros

Ministro Haddad propõe negociações com EUA para combater crime organizado. Investigações sobre Grupo Fit revelam lavagem de dinheiro em Delaware e fluxo de armas

27/11/2025 12:48

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(Imagem de reprodução da internet).

Ministro da Fazenda Propõe Negociações com EUA para Combater Crime Organizado

Em entrevista nesta quinta-feira, 27 de novembro de 2025, o ministro da Fazenda, Paulo Haddad, anunciou que conversará com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, sobre a necessidade de estabelecer negociações com os Estados Unidos.

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O objetivo central seria combater o crime organizado, que, segundo Haddad, está utilizando rotas complexas para movimentar recursos ilícitos.

Haddad destacou a existência de atividades de lavagem de dinheiro em Delaware, um estado conhecido por suas políticas fiscais favoráveis e considerado um “paraíso fiscal“. Ele também mencionou o envio de peças de armamento para o Brasil, levantando preocupações sobre o fluxo de armas ilegais.

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O ministro enfatizou que a prioridade dos países atualmente é controlar o que entra em suas fronteiras, e que o governo brasileiro pretende documentar e apresentar evidências concretas dessa atividade.

A conversa com os Estados Unidos surge em um contexto de investigações sobre o Grupo Fit, que está sendo acusado de sonegação fiscal e ocultação de patrimônio, com prejuízo estimado em mais de R$ 26 bilhões para o governo. As investigações revelam movimentações internacionais de combustíveis e o uso de fundos e “offshores” para dissimular operações financeiras.

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Essa complexidade exige a colaboração de autoridades estrangeiras para rastrear e interromper o fluxo de recursos.

O ministro ressaltou que o setor de combustíveis se tornou uma das principais fontes de financiamento para o crime organizado no Brasil. Especialistas apontam que, atualmente, o setor de combustíveis é mais lucrativo do que o tráfico de drogas, tornando-se um alvo prioritário para organizações criminosas.

A situação exige uma resposta coordenada entre o Brasil e os Estados Unidos para garantir a segurança nacional e o combate ao crime organizado.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.