Brasil domina a Libertadores e expõe crise do futebol argentino em 2025
O Brasil reina absoluto na Copa Libertadores, enquanto o futebol argentino enfrenta críticas e desafios financeiros. Descubra a disparidade entre as ligas!
Domínio do Futebol Brasileiro na América do Sul
O Brasil tem se destacado no cenário do futebol sul-americano, com as últimas sete edições da Copa Libertadores consagrando equipes brasileiras como campeãs. Desde 2019, apenas dois dos 14 finalistas eram argentinos, evidenciando a disparidade entre os dois países.
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Essa diferença também se reflete nos valores investidos nas ligas nacionais. O Belgrano, por exemplo, recebeu apenas 500 mil dólares em premiação, cerca de R$ 2,5 milhões na cotação atual.
Em contrapartida, o Coritiba, que se sagrou campeão da Série B em 2025, recebeu um valor consideravelmente maior, pago diretamente pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Cristiano Caús, advogado especializado em direito desportivo e sócio do CCLA Advogados, compara a distância entre o Brasil e a Argentina à diferença entre o futebol brasileiro e o europeu. “A disparidade nas premiações das competições brasileiras em relação às argentinas é semelhante à que existe entre nossas ligas e as principais competições do velho continente”, afirmou.
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Críticas à Gestão do Futebol Argentino
A desigualdade econômica e organizacional tem gerado desconforto entre figuras proeminentes do futebol argentino. Juan Sebastián Verón, ex-jogador e atual presidente do Estudiantes, tem criticado o cenário econômico do futebol no país. “O negócio no futebol argentino chegou ao limite.
Para competir com o futebol brasileiro, especialmente nas fases finais, é necessário capital, algo que os clubes argentinos não possuem”, declarou em entrevista à Bloomberg Línea, em 2025.
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Em novembro de 2024, Verón já havia se manifestado sobre o valor das premiações no futebol argentino, afirmando que os prêmios “não pagam nem o ônibus dos torcedores”.
Desafios e Oportunidades no Futebol Argentino
Fatores externos, como a economia e a valorização da moeda, impactam diretamente a arrecadação do futebol, levando os clubes a buscarem alternativas para aumentar sua renda. Segundo o ex-presidente do Bahia e atual CEO da Squadra Sports, o futebol argentino tem falhado nesse aspecto. “O Brasil se destacou na Libertadores devido ao declínio econômico do futebol argentino, que não se modernizou em termos de estratégia financeira e captação de recursos”, explicou.
Ele acrescentou que a organização e a estruturação dos clubes brasileiros, aliadas a um maior público nos estádios e melhores negociações de direitos, têm contribuído para esse domínio. “A diferença no futebol brasileiro não está entre SAFs e clubes associativos, mas sim entre instituições bem geridas e mal geridas”, afirmou Bellintani.
Outros especialistas também comentam sobre as Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) na Argentina. Thales Rangel Mafia, gerente de marketing da Multimarcas Consórcios, destaca que a mentalidade dos dirigentes impacta significativamente. “Na Argentina, o futebol é visto como um patrimônio cultural, o que limita a exploração comercial do esporte.
O Brasil, mesmo enfrentando desafios, adotou uma abordagem mais pragmática, unindo paixão e visão de negócios”, concluiu.