Em 2026, o Brasil deve colher 7 mil toneladas de noz-pecã, superando desafios climáticos e aproveitando oportunidades de mercado. Descubra os detalhes!
Em 2026, o Brasil deve colher aproximadamente sete mil toneladas de noz-pecã, conforme informações do IBPecan (Instituto Brasileiro de Pecanicultura). O instituto aponta que a expansão das áreas de cultivo e a alta carga de frutos nos pomares são fatores que elevam a produtividade do setor.
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As expectativas para a safra deste ano são otimistas, superando a de 2025, que foi afetada pelas enchentes de 2024. A produção, segundo o IBPecan, está se aproximando do volume de 2023, com a possibilidade de ultrapassar as sete mil toneladas.
Carlos Martins, pesquisador da Embrapa, ressalta que questões climáticas e a adaptação de manejo são desafios constantes para os produtores. “As adversidades climáticas e os problemas de manejo têm sido as principais dificuldades, resultando em perdas de produtividade e exigindo cuidados essenciais com a nogueira-pecã”, afirmou.
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Apesar do aumento na produtividade, o mercado prevê preços semelhantes aos do ciclo anterior. A demanda externa e a abertura de novos mercados podem manter os preços estáveis, especialmente para os lotes de melhor qualidade.
Martins também destaca os benefícios à saúde que impulsionam a produção da noz-pecã. “A demanda, tanto interna quanto global, é um fator crucial. Os benefícios nutricionais estão promovendo o avanço do cultivo, aliado a novos desenvolvimentos tecnológicos”, explicou.
A noz-pecã é reconhecida por suas propriedades benéficas à saúde, contribuindo para a prevenção de doenças como cardiovasculares, câncer e diabetes, devido à presença de ácidos graxos, aminoácidos e vitamina E.
Claiton Wallauer, presidente do IBPecan, observa que, nos últimos três anos, empresas e investidores têm se mostrado mais atentos às oportunidades de exportação, especialmente com os preços da noz norte-americana em patamares atrativos. Ele também afirma que o mercado interno deve se manter estável, evitando a volatilidade de preços observada em safras anteriores.
Os bons resultados da safra atual ocorrem em um cenário climático atípico, com chuvas acima da média histórica. Jaceguáy Barros, coordenador técnico do IBPecan, explica que a combinação de alta umidade e temperaturas elevadas tem gerado problemas fitossanitários nos pomares, resultando em doenças e queda de frutos.
Barros destaca que os produtores enfrentam limitações técnicas, como a necessidade de equipamentos mais potentes para atender ao crescimento das árvores. A pesquisa está avaliando pomares com diferentes níveis tecnológicos para medir a produtividade, e aqueles que recebem cuidados especiais apresentam melhores resultados.
A noz-pecã, famosa por seu sabor doce e amanteigado, tem visto um crescimento na demanda comercial, tanto no mercado interno quanto externo. Ela pode ser consumida in natura ou processada, sendo utilizada em diversos produtos, como bolos, tortas e sorvetes.
Autor(a):
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.