O Brasil apresentou um desempenho econômico positivo em fevereiro de 2026, com um superávit comercial de US$ 4,2 bilhões. Esse resultado representa uma notável recuperação em relação ao mesmo mês de 2025, quando o país registrou um déficit de US$ 467 milhões.
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O saldo alcançado é o melhor para o mês de fevereiro desde 2023, demonstrando uma tendência de fortalecimento da economia brasileira.
Dados do Ministério do Desenvolvimento Revelam Crescimento
Dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços indicam que o superávit da balança comercial no primeiro bimestre de 2026 atingiu US$ 8,0 bilhões, um aumento expressivo de 329% em comparação com o mesmo período de 2025.
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Esse crescimento robusto evidencia o dinamismo do comércio exterior brasileiro.
Commodities Impulsionam as Exportações
As exportações brasileiras registraram um aumento significativo em fevereiro de 2026, totalizando US$ 22,8 bilhões, um crescimento de 15,6% em relação ao mesmo mês de 2025. Esse desempenho positivo foi impulsionado principalmente pelo aumento no volume de embarque de produtos, que subiu 15,1%, juntamente com variações nos preços médios, que registraram um aumento de 0,8%.
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A indústria extrativa se destacou, com um avanço de 55,5% em valor, liderado pelo forte desempenho dos óleos brutos de petróleo, que geraram um faturamento de US$ 3,7 bilhões – um aumento de 76,5% em relação ao ano anterior.
Outros Setores em Ascensão
Além do petróleo, outros setores também apresentaram crescimento. O minério de ferro registrou um aumento de 20,9% em valor, atingindo US$ 2,1 bilhões. A agropecuária, com destaque para a soja (US$ 2,9 bilhões), alcançou US$ 5,1 bilhões, enquanto a carne bovina registrou um aumento de 41,8% em US$ 1,3 bilhão.
A indústria de transformação também se destacou, com um volume de US$ 14,4 bilhões, um crescimento de 6,3%.
Importações em Queda
Em contrapartida, as importações totalizaram US$ 23,2 bilhões em fevereiro de 2026, uma queda de 8,4%. Essa retração foi resultado da combinação de preços mais baixos (-4,8%) e menor volume desembarcado (-8,4%). Apesar da redução nas compras de bens intermediários (-10,6%), houve um aumento na importação de insumos agrícolas, com compras de adubos e fertilizantes que atingiram US$ 819 milhões, um aumento de 13,0%.
No setor automotivo, as importações de veículos de passageiros cresceram 42,2%, alcançando US$ 560 milhões.
Impacto das Políticas Comerciais Americanas
A China continua sendo o principal destino das exportações brasileiras, com um aumento de 38,7%, totalizando US$ 7,2 bilhões. As vendas para a União Europeia também cresceram 34,7%. No entanto, as exportações para os Estados Unidos recuaram 20,3%, somando US$ 2,5 bilhões, refletindo o impacto do “tarifaço” imposto pelo governo do ex-presidente Donald Trump.
Uma decisão da Justiça norte-americana em 20 de fevereiro revogou as sobretaxas específicas impostas ao Brasil, mantendo apenas uma tarifa geral de 10%, o que pode alterar o cenário nos próximos meses. A Argentina também apresentou uma retração nas exportações, com uma queda de 26,5%, acompanhando a retração do Mercosul, cujas compras caíram 19,5% no total.
