Brasil atinge marco histórico nas exportações de soja em 2026 com 51,6 milhões de toneladas!

Brasil Registra Marco Histórico nas Exportações de Soja em 2026
Em 2026, o Brasil alcançou um marco significativo nas exportações de soja, com 51,6 milhões de toneladas embarcadas até maio. Esse volume já supera o total registrado no mesmo período de 2025, que foi de 51,5 milhões de toneladas, mesmo antes do fechamento completo do mês.
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A informação é de Geraldo Isoldi, consultor da Terra Investimentos.
As exportações podem encerrar o mês próximas a um novo recorde histórico. Até a terceira semana de maio, o volume embarcado já somava 11,38 milhões de toneladas, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX). Se a média diária de 759 mil toneladas se mantiver nos cinco dias úteis restantes do mês, a expectativa é que os embarques cheguem a 15,18 milhões de toneladas.
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Esse volume, se confirmado, ficará ligeiramente abaixo da previsão da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) e do resultado de maio de 2023, quando o Brasil exportou 15,658 milhões de toneladas. Apesar disso, a diferença é considerada pequena pelo mercado, o que mantém a possibilidade de um novo recorde para o período, segundo Geraldo.
Estimativas de Safra e Estoques em Alta
No relatório divulgado em abril, a CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento) revisou suas projeções para as exportações de 2026, elevando a estimativa de 115,5 milhões para 116 milhões de toneladas. O volume anteriormente previsto já representava um recorde histórico, e a atualização reforça a expectativa de crescimento do setor.
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As projeções do mercado indicam a possibilidade de resultados ainda mais robustos. Isoldi, da consultoria, estima que o volume exportado possa atingir 117 milhões de toneladas, superando a previsão oficial. Se confirmado, esse resultado representaria um avanço significativo em relação às 108 milhões de toneladas exportadas no ano anterior, estabelecendo uma nova máxima histórica para o setor.
Em relação aos estoques, a CONAB projeta que o volume de soja armazenado no Brasil chegue a 10,3 milhões de toneladas em 2026, impulsionado pelo aumento da produção nacional e pelo desempenho recorde da safra. Esse volume reforça um cenário de alta oferta interna e pode representar um dos maiores níveis de estoque já registrados para a commodity no país.
Demanda Chinesa e Impactos no Mercado Internacional
O mercado também observa um cenário positivo para as exportações brasileiras. Ao contrário das expectativas de desaceleração, a China tem mantido um ritmo consistente de compras em volumes elevados, sustentando o fluxo internacional de negócios, conforme destacou Rafael Silveira, analista e consultor do Safras & Mercados.
A continuidade das aquisições chinesas em níveis elevados reforça a expectativa de uma demanda aquecida, fator estratégico para o desempenho das exportações brasileiras ao longo do ano.
Silveira também mencionou que esse movimento contribuiu para uma aceleração significativa da programação de embarque do Brasil durante abril e maio, além de fortalecer as perspectivas para os meses seguintes. O mercado internacional de soja está atento aos movimentos da China, especialmente com a entrada da nova safra norte-americana.
Tradicionalmente, a China aumenta suas compras nos Estados Unidos nesse período, o que pode alterar a dinâmica do comércio global e impactar a demanda pela soja brasileira no segundo semestre, segundo Rafael. No curto prazo, o cenário permanece favorável ao Brasil, com compras em ritmo acelerado, sustentadas pela competitividade do produto brasileiro, que apresenta preços atrativos e prêmios mais baixos aos importadores.
Entretanto, agentes do setor observam a possibilidade de cumprimento de acordos comerciais envolvendo a China, o que poderia levar o país a aumentar suas aquisições de soja dos Estados Unidos para cerca de 25 milhões de toneladas na safra 2026/27.
Caso isso ocorra, a tendência é de uma redução parcial na intensidade das compras da soja brasileira, considerando a forte dependência do mercado chinês, que importou aproximadamente 85,4 milhões de toneladas do Brasil no ano passado.
Diante desse cenário, o mercado vem ajustando gradualmente suas projeções e expectativas, acompanhando os desdobramentos sobre a demanda global e a redistribuição dos fluxos comerciais entre os principais países exportadores.
Autor(a):
Pedro Santana
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.



