Brasil atinge a segunda pior nota da história no IPC de 2025, com apenas 35 pontos. Descubra os detalhes e as recomendações da Transparência Internacional!
O Brasil alcançou em 2025 a segunda pior pontuação da sua história no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), conforme relatório divulgado pela Transparência Internacional nesta terça-feira (10). O país obteve 35 pontos em uma escala que varia de 0 a 100, onde notas mais baixas indicam maior percepção de corrupção.
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Segundo a Transparência Internacional, a variação de um ponto não é estatisticamente significativa, mantendo o Brasil bem abaixo da média global e da média das Américas, ambas em 42 pontos. O IPC é considerado o principal indicador mundial sobre corrupção, elaborado a partir da análise de até 13 fontes independentes que avaliam a percepção de especialistas e executivos sobre práticas corruptas no setor público.
No cenário internacional, o Brasil está empatado com Sri Lanka, que também obteve 35 pontos, e fica atrás de países como Argentina, Belize e Ucrânia, que alcançaram 36 pontos. Os países com as melhores classificações incluem Dinamarca (89 pontos), Finlândia (88) e Cingapura (84), enquanto Somália e Sudão do Sul estão nas últimas posições, com 9 pontos cada.
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O desempenho do Brasil reflete um contexto marcado por casos recorrentes de macrocorrupção e fragilidades institucionais. Bruno Brandão, diretor executivo da Transparência Internacional no Brasil, destacou que, apesar da resposta firme do Supremo Tribunal Federal em responsabilizar envolvidos em atentados contra a democracia, o país também se viu envolto em escândalos de corrupção sem precedentes.
Em paralelo à divulgação do IPC, a Transparência Internacional apresentou o relatório Retrospectiva 2025, que aponta um aumento da infiltração do crime organizado no Estado brasileiro, especialmente por meio da corrupção no sistema financeiro e na advocacia.
O documento menciona investigações sobre desvios de emendas parlamentares e fraudes previdenciárias no INSS.
O relatório também reconhece avanços, como o uso ampliado de inteligência financeira no combate à lavagem de dinheiro, mas critica a resposta do governo federal a alguns escândalos, considerando-a tardia e politicamente controversa. A Transparência Internacional enfatiza a necessidade urgente de retomar uma agenda consistente de combate à corrupção.
Diante das constatações, a Transparência Internacional fez várias recomendações aos poderes da República. Para o governo federal, sugere-se fortalecer a integridade na nomeação de altos cargos e a transparência em agências regulatórias.
Para o Congresso Nacional, recomenda-se a instalação da CPMI do Banco Master e a solicitação de informações formais ao STF e ao Banco Central sobre o caso. Já ao Ministério Público, é sugerida a verificação preliminar de conflitos de interesse relacionados a operações financeiras.
Para o Judiciário, a proposta inclui a implementação de um Código de Conduta do STF e garantir o cumprimento do teto constitucional na remuneração dos magistrados. Além disso, é necessário redistribuir o caso do Banco Master para outro ministro, evitando conflitos de interesse.
Autor(a):
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.