Brasil Apoia Candidatura de Michelle Bachelet à ONU
O Brasil manifestou apoio à candidatura de Michelle Bachelet para a Secretaria Geral da ONU. A indicação da ex-presidente foi feita em conjunto com o Chile e o México. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a decisão em uma postagem na rede social X.
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A nova liderança da ONU terá um mandato de cinco anos.
Quem é Michelle Bachelet?
Michelle Bachelet Jeria nasceu em 29 de setembro de 1951, em Santiago, no Chile. Iniciou seus estudos em Medicina em 1970 e se envolveu com a Juventude Socialista. Em 1973, seu pai, um general da Força Aérea chilena, foi preso e torturado por se opor ao golpe militar que levou Augusto Pinochet ao poder, vindo a falecer na prisão um ano depois.
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Em 1975, Bachelet e sua mãe foram detidas. Após a libertação, ambas se exilaram na Austrália e, posteriormente, na Alemanha Oriental, onde Michelle aprendeu alemão e continuou seus estudos de Medicina na Universidade Humboldt de Berlim. Ela retornou ao Chile em 1979 e completou sua formação na Universidade do Chile em 1982, especializando-se em Pediatria e Saúde Pública.
Trajetória Política de Michelle Bachelet
A carreira política de Michelle Bachelet é marcada por inovações. Após liderar o Ministério da Saúde do Chile (2000-2002), tornou-se a primeira mulher a ocupar o cargo de ministra da Defesa na América Latina (2002-2004). Em 2005, foi eleita presidente do Chile, sendo a primeira mulher a assumir a presidência no país, cargo que ocupou de 2006 a 2010.
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Durante seu governo, Bachelet enfrentou crises significativas, como a greve estudantil de 2006 e o terremoto de 2010, que expôs falhas na comunicação entre o governo e a Marinha. Após seu primeiro mandato, foi nomeada a primeira diretora-executiva da ONU Mulheres, focada na defesa dos direitos das mulheres e meninas globalmente.
Conquistas e Desafios
Em 2013, Bachelet voltou a concorrer à presidência, sendo reeleita e governando de 2014 a 2018. Segundo a ONU, suas principais realizações incluem reformas na educação e tributação, além da criação do Instituto Nacional de Direitos Humanos e do Museu da Memória e dos Direitos Humanos.
Ela também estabeleceu o Ministério da Mulher e da Igualdade de Gênero e aprovou a Lei da União Civil.
Em 1º de setembro de 2018, Bachelet assumiu o cargo de Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, deixando a posição em 2022. Sua saída surpreendeu muitos, especialmente após críticas relacionadas a uma viagem à China. No entanto, Bachelet afirmou que sua decisão de deixar o cargo foi motivada pelo desejo de retornar ao Chile e passar mais tempo com a família.
