Crise no Oriente Médio: Brasil busca mediação após ataque de Trump e Israel! Presidente conversa com Celso Amorim sobre conflito crescente
Na manhã de segunda-feira, 2 de março de 2026, o presidente do Brasil conversou com Celso Amorim, chefe da assessoria especial da Presidência, para discutir as crescentes tensões no Oriente Médio, que se intensificaram após um ataque coordenado pelos Estados Unidos e Israel, liderado pelo aiatolá Ali Khamenei.
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Uma das discussões centrais foi o papel que o Brasil poderia desempenhar como mediador, em referência à Declaração de Teerã.
O acordo firmado pelo Brasil em 2010, visava regular o programa nuclear iraniano. No entanto, o documento enfrentou forte oposição dos Estados Unidos, que também impuseram sanções à Organização das Nações Unidas (ONU) por parte de outros países ocidentais.
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O enriquecimento de urânio no Irã continuou sendo um ponto de conflito com os Estados Unidos.
Em 28 de fevereiro de 2026, as forças armadas norte-americanas lançaram um ataque no Irã, após Israel ter bombardeado Teerã, a capital iraniana. O presidente Donald Trump (Partido Republicano) declarou que a operação tinha como objetivo derrubar o regime persa.
Israel havia realizado ataques em áreas próximas ao escritório do aiatolá e prédios governamentais, intensificando a tensão que já durava semanas. Trump havia sinalizado, em 19 de fevereiro, que tomaria uma decisão em até 10 dias sobre um possível ataque ao Irã.
Em resposta aos ataques, o Irã atacou bases dos Estados Unidos no Oriente Médio e lançou mísseis contra Israel, após o bombardeio em Teerã. Israel declarou estado de alerta vermelho, de acordo com a Forças de Defesa de Israel (IDF).
O Itamaraty, Ministério das Relações Exteriores, condenou os ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel. A nota oficial solicitou que as partes envolvidas buscassem soluções diplomáticas para o conflito, reiterando a posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região.
O Itamaraty também enfatizou a importância do respeito ao Direito Internacional e da contenção das hostilidades, visando proteger civis e infraestrutura civil. Recomenda-se aos brasileiros que acompanhem as orientações de segurança das autoridades locais nos países onde residem ou se encontram.
As embaixadas do Brasil na região acompanham os desdobramentos das ações militares, com atenção às necessidades das comunidades brasileiras. O embaixador do Brasil em Teerã mantém contato direto com a comunidade brasileira, transmitindo atualizações e orientações de segurança.
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.