BP Mantém Interesse em Projetos com a Venezuela
O líder da BP em Trinidad e Tobago declarou nesta segunda-feira (26) que a empresa continua interessada em explorar oportunidades transfronteiriças com a Venezuela. Isso ocorre mesmo após o governo de Caracas ter interrompido todos os acordos bilaterais de energia no ano anterior.
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A BP e a Shell já receberam licenças dos Estados Unidos e da Venezuela para desenvolver projetos de gás natural em áreas offshore na fronteira marítima, onde foram identificadas grandes reservas. David Campbell, da BP, comentou: “Há uma lógica industrial que indica que existem recursos do outro lado da fronteira, onde o investimento pode ser mais cauteloso, próximos aos nossos ativos subutilizados, como Atlantic LNG e Point Lisas.”
Projeto Cocuina-Manakin
Campbell também mencionou que o projeto Cocuina-Manakin, que a BP planejava em parceria com a estatal venezuelana PDVSA, é uma oportunidade clara. Este projeto abrange depósitos de gás que se estendem pelas águas de ambos os países, tornando necessário um desenvolvimento conjunto para iniciar a produção, após a fase de exploração que ocorreu anos atrás.
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A descoberta de Calypso, da BP, que possui 3,5 trilhões de pés cúbicos de gás natural e é operada pela Woodside, é considerada uma oportunidade significativa para Trinidad. Além disso, os blocos em águas profundas que a empresa está explorando em colaboração com a Shell também foram destacados por Campbell durante uma conferência de energia em Porto de Espanha.
O executivo ressaltou que cerca de 10% de todos os investimentos de capital da BP em exploração e produção de petróleo e gás globalmente neste ano serão direcionados a projetos de energia em Trinidad.
