Boulos prevê fim da escala 6×1 antes das eleições no Senado
Boulos aposta em fim da escala 6×1 para ampliar tempo com família e reduzir desigualdade no Brasil.
O ministro da Secretaria – Geral da Presidência do PSol afirmou nesta quarta – feira, dia 25 de agosto de 2026, que a aprovação para acabar com o regime de trabalho em escalaé provável antes das eleições gerais deste ano.
Boulos expressou grande confiança na proposta durante um evento realizado pela CAS (Comissão de Assuntos Sociais), prevendo seu voto majoritário no Senado Federal ainda neste esforço concentrado legislativo. Ele acredita ser possível replicar “o mesmo sucesso” alcançado anteriormente por texto idêntico aprovado na Câmara dos Deputados.
Aproximação da Reforma Trabalhista
O ministro detalhou que, caso a versão do relator (PSD – AM) seja votada até o dia 31 de agosto em CCJ, será viável levar o tema ao plenário nas próximas semanas. Segundo suas estimativas, é provável que haja uma nova sessão deliberativa durante a primeira semana de setembro para votar essa redução jornada no Senado Federal.
Boulos reforçou seu otimismo com os resultados legislativos: “Pode ser feito igual no Senado, eu tenho certeza de que vamos ter maioria, porque é um grito do trabalhador brasileiro”.
Redução da Jornada e Combate à Desigualdade
Para além dos aspectos legais, Boulos associou diretamente a diminuição das horas de trabalho ao combate às disparidades sociais brasileiras. Ele defendeu o argumento de que reduzir dias úteis permitiria aumentar significativamente tanto o tempo dedicado ao descanso quanto as interações familiares em geral.
Ao defender essa pauta governamental (PT), ele utilizou dados históricos para ilustrar os avanços na redução da pobreza no país. O ministro apontou números alarmantes: durante 2022 — período do governo anterior (PL) —, 31,6% da população brasileira vivenciava situação de pobreza; contudo, esse percentual teria caído até 23,1% somente ano seguinte (em 2 ~5.
Defesa das Políticas Sociais e Econômicas
Bolsa Família contra críticas empresariais
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Boulos também dedicou parte dos comentários à defesa robusta programas sociais como o Bolsa Família. Ele rebateu as alegações feitas por alguns setores do agronegócio que sugeriam que a manutenção do programa desestimularia os indivíduos em busca de emprego.
“Eu vi outro dia alguns grandes empresários, como o tal do Rei do Ovo,” declarou Boulos ao citar Ricardo Faria; “dizendo que é um absurdo… Mas eu tenho certeza de que, se ele oferecesse um salário decente e uma escala de 5 ~por 2, ele conseguiria trabalhar”.
O papel fundamental dos benefícios sociais. Boulos enfatizou ainda mais políticas vitais para a seguridade social. Ele destacou o Benefício de Prestação Continuada (BPC), afirmando ser sua base em qualquer política assistencial no país.
Segundo dados apresentados pelo ministro durante seu mandato (LulaPT), os beneficiários do programa cresceram, passando de 5,115 milhões para,385 ~milhões. Esse aumento representa um atendimento adicional estimado em 1,270 milhão pessoas por meio da busca ativa e é crucial “para permitir à mãe de uma criança com paralisia cerebral… receber o mínimo para sua subsistência”.
Comparativos Inflacionários
Inflação: comparação entre governos Lula e Bolsonaro
Boulos’s também fez comparações diretas sobre a inflação acumulada. Ele apontou que no governo do ex – presidente (PL), essa taxa chegou aos 27%, enquanto durante os primeiros anos sob gestão (LulaPT), ela foi de %. No caso específico dos alimentos, ele comparou um acúmulo superior em 59\%na administração anterior contra apenas13\%’ nos 3 ~primeiros anos da atual.
O ministro criticou duramente o candidato à Presidência (FL) por fazer “pilhéria com picanha” e também sobre a questão alimentar. Ele ressaltou que preços altos para bens essenciais impactam mais severamente famílias cuja renda é destinada majoritariamente ao consumo básico.”
Posicionamento Final Sobre Direitos Salário mínimo não será desvinculado das aposentadorias
Boulos utilizou seu discurso final para refutar boatos de austeridade fiscal, negando veementemente qualquer discussão dentro do governo Lula em relação à possível desvinculação entre o salário mínimo e as verbas previdenciárias.
“Mentira! Isso nunca foi discutido pelo nosso governo”, afirmou. O ministro alertou ainda que propostas radicais — como aquelas que alegam “que os direitos do povo [não] cabem no orçamento” —, devem ser combatidas com a ideia de cortar custos nas áreas mais privilegiadas: “o caminho para isso é cortar em cima, não cortar embaixo”.