Boulos nega saída do Psol e revela crise interna! Ministro acusa carta de “oportunismo” e desespero. Crise no Psol expõe divergências sobre aliança com o PT.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (Psol), se pronunciou nesta sexta-feira (20) para negar veementemente que já tenha tomado a decisão de deixar o partido e se filiar ao Partido dos Trabalhadores (PT). A informação surgiu após a publicação de uma carta, emitida pelo Operativo Nacional da Dissidência da Revolução Solidária, um grupo interno do Psol, que o acusava de ter fechado um acordo com o governo Lula.
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A carta gerou grande repercussão e intensificou as discussões internas sobre o futuro do ministro e do partido.
Em nota oficial enviada ao Brasil de Fato, Boulos esclareceu que o Movimento Revolução Solidária, corrente à qual ele está vinculado, ainda está em processo de avaliação e debate sobre seus próximos passos políticos. O ministro ressaltou que a decisão final sobre a estratégia partidária ainda não foi definida e que o grupo está considerando diferentes possibilidades.
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Ele também criticou a divulgação da carta da dissidência, classificando-a como “apócrifa” e fruto de “oportunismo e desespero”, buscando desqualificar a acusação.
O episódio expõe a crise interna que se instalou no Psol em torno da estratégia partidária para os próximos anos. A questão foi amplamente debatida no dia 7 de março deste ano, revelando divergências significativas entre os diferentes setores do partido.
Por um lado, liderados por Boulos, defendiam a possibilidade de uma federação com o PT, buscando ampliar a inserção institucional do Psol no cenário político nacional.
Por outro lado, as demais correntes do Psol expressavam preocupação com a aliança com um partido maior, argumentando que essa união comprometeria a autonomia política da sigla. A carta divulgada pela dissidência da Revolução Solidária, que alegava que Boulos já havia decidido migrar para o PT desde o final de 2025, acirrou ainda mais as tensões internas.
A proposta de federação, segundo a carta, seria utilizada como instrumento para facilitar a saída do ministro do Psol.
Guilherme Boulos está filiado ao Psol desde 2018, quando disputou a Presidência da República. Em 2022, foi eleito deputado federal por São Paulo. Em dezembro de 2025, assumiu a Secretaria-Geral da Presidência da República, substituindo Márcio Macêdo, em um movimento que intensificou as discussões sobre o futuro do ministro e do partido no contexto político brasileiro.
Autor(a):
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.