Botafogo estreia no Campeonato Brasileiro contra o Cruzeiro, enquanto John Textor enfrenta resistência e crises financeiras. O futuro do clube está em jogo!
Na quarta-feira (29), o Botafogo fará sua estreia no Campeonato Brasileiro contra o Cruzeiro, no Estádio Nilton Santos. Este jogo pode sinalizar uma nova fase na gestão da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube. O presidente e líder da SAF, John Textor, está previsto para comparecer ao estádio após um longo período fora dos holofotes.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Textor enfrenta resistência de parte da torcida e de lideranças da associação. De herói entre 2022 e 2024, ele agora é visto como vilão por promessas não cumpridas e dívidas acumuladas, além de um transfer ban. Enquanto isso, alguns líderes do clube consideram buscar na Justiça o afastamento de Textor da SAF.
A situação se complicou ainda mais com a divergência entre Textor e seu ex-CEO, Thairo Arruda. O desentendimento surgiu após a recusa de Arruda em assinar um empréstimo com juros elevados. Textor buscou recursos de um fundo não revelado, que exigia 25% de juros ao mês, para cobrir uma multa relacionada à contratação do meia argentino Thiago Almada.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
As garantias oferecidas por Textor incluem ativos do Botafogo, o que poderia resultar na perda de jogadores valiosos em caso de inadimplência. O impasse gerou pressão sobre a gestão da SAF, que já enfrenta uma “fila de transfer ban” estimada em R$ 100 milhões e uma dívida total de R$ 700 milhões.
As lideranças da associação acreditam que a SAF do Botafogo precisa entrar em Recuperação Judicial para resolver as dívidas acumuladas sob a gestão de Textor. Contudo, uma das condições para avançar com esse processo é o afastamento do empresário.
Atualmente, Textor mantém sua posição devido a uma liminar concedida pela Justiça do Rio de Janeiro em outubro de 2025.
O presidente da associação, João Paulo Magalhães Lins, e Carlos Augusto Montenegro, uma figura histórica do clube, se opõem a Textor. Em 26 de janeiro, o Botafogo solicitou ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro a manutenção de uma decisão que obriga a SAF a informar a associação sobre atos financeiros, como vendas de ativos.
Entre os líderes que desejam derrubar Textor, há um consenso de que a entrada da Ares Management, acionista da Eagle, na gestão do Botafogo seria a solução ideal. A Ares cobra quase US$ 450 milhões de Textor por empréstimos feitos em 2022, quando ele adquiriu o Lyon da França.
A proposta da associação é que a Ares converta parte da dívida em ações do Botafogo, permitindo uma gestão compartilhada com a Eagle. Isso possibilitaria ao clube obter recursos financeiros para quitar suas dívidas de curto prazo, incluindo o transfer ban.
Na terça-feira (27), Textor foi demitido pela Ares da gestão da Eagle, o que representa mais um revés em sua trajetória. Sua permanência na presidência da SAF se deve a uma liminar que o protege. A demissão ocorreu após Textor remover dois diretores que eram contrários ao novo aporte financeiro no Botafogo.
Desde a aquisição da SAF em 2022, Textor enfrentou diversos desafios, incluindo a crise financeira do Lyon, que resultou em seu afastamento do clube francês em junho de 2025. A situação no Botafogo continua a evoluir, com a associação buscando formas de recuperar o controle e garantir a saúde financeira do clube.
Autor(a):
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.