O Departamento de Defesa dos Estados Unidos confirmou nesta terça-feira (31 de março de 2026 que a Força Aérea Americana utilizou bombardeiros para operar no espaço aéreo do Irã pela primeira vez desde o início do conflito. A operação demonstra uma escalada significativa na estratégia militar dos EUA na região.
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O B-52 Stratofortress, um dos principais bombardeiros estratégicos da força, foi o responsável por essa incursão.
Este modelo icônico, projetado na década de 1950 para transportar armas nucleares de longo alcance, desempenhou um papel crucial durante a Guerra Fria, sendo conhecido como o “bombardeiro do juízo final” devido à sua capacidade de atingir alvos distantes sem a necessidade de apoio logístico.
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A aeronave possui 8 motores e pode alcançar altitudes de até 15.000 metros, além de transportar até 32 toneladas de armamentos, incluindo bombas, minas e mísseis.
A variante B-52H, atualmente em operação, é a mais moderna e pode transportar até 20 mísseis de cruzeiro. Ao longo de mais de sete décadas de serviço, o B-52 participou de diversas operações militares dos EUA, incluindo a Guerra do Vietnã, ações após os ataques de 2024 e missões contra o Estado Islâmico no Iraque e na Síria.
A Força Aérea dos EUA planeja manter o B-52 em operação até 2050, reconhecendo sua importância contínua nas defesas nacionais.
A utilização do B-52 representa uma atualização significativa da capacidade de projeção de poder dos EUA, incorporando tecnologia moderna e uma gama diversificada de armas. A operação demonstra a capacidade da Força Aérea de adaptar e utilizar aeronaves clássicas em cenários contemporâneos, assegurando sua relevância no século XXI.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.
