Bolsonaro em risco! Médico defende prisão domiciliar e revela evolução do quadro clínico. Novo antibiótico e melhora gradual são esperadas.
O médico Brasil Caiado forneceu uma atualização sobre o estado de saúde de Jair Bolsonaro nesta quarta-feira, 18 de março de 2026, durante uma entrevista em frente ao Hospital DF Star, em Brasília. Ele defendeu que o ex-presidente teria um tratamento mais eficaz se estivesse em regime de prisão domiciliar, argumentando que um ambiente familiar seria significativamente mais adequado.
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“Do ponto de vista técnico, um ambiente familiar é bem melhor”, afirmou o Dr. Caiado. “Quando falamos do ponto de vista médico, um ambiente mais acolhedor, com mais recursos de profissionais adequados, multidisciplinares, fisioterapia, mas se você tem uma equipe também de apoio de enfermagem, 24 horas, uma alimentação mais adequada, uma visualização de qualquer alteração precoce, sem dúvida nenhuma, que o ambiente familiar, residencial, é bem melhor”, explicou.
Ele ressaltou a importância de uma equipe de apoio constante para monitorar e tratar o paciente de forma mais eficaz.
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Segundo o médico, Bolsonaro apresenta uma tendência de melhora, embora seja lenta e gradual. Ele informou que o ex-presidente iniciou o uso de um terceiro antibiótico no domingo, 15 de março, e deve permanecer no hospital pelo menos até o fim do ciclo do medicamento, previsto para o próximo fim de semana. “A partir dessa associação do 3º antibiótico, o presidente começou a mostrar resposta ao tratamento.
Queda dos marcadores inflamatórios, clinicamente, respiração dispneia, que nós chamamos de taquipineia, que é a respiração acelerada, foram melhorando todos os sintomas, gradativamente”, relatou.
O Dr. Caiado também observou uma melhora parcial no lado direito do corpo de Bolsonaro, mas ainda com comprometimento moderado no lado esquerdo. Ele enfatizou que a equipe médica está monitorando de perto a evolução do quadro clínico e ajustando o tratamento conforme necessário.
Bolsonaro está internado na UTI do Hospital DF Star desde a sexta-feira, 13 de março, quando foi transferido da prisão da Papudinha para receber atendimento após ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral. A equipe médica diagnosticou a condição como a mais severa enfrentada pelo ex-presidente até o momento.
Após o atendimento inicial, realizado pela equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o Dr. Caiado suspeitou de pneumonia e encaminhou Bolsonaro para exames detalhados, incluindo tomografia do tórax, exames laboratoriais e um painel viral para descartar outras infecções.
Os resultados da tomografia confirmaram a broncopneumonia bilateral, mais acentuada no pulmão esquerdo, e iniciaram o tratamento com antibióticos intravenosos.
O médico mencionou que Bolsonaro possui um histórico de saúde complexo, com 14 cirurgias realizadas desde a campanha eleitoral de 2018, incluindo 10 relacionadas a sequelas de um ferimento abdominal e complicações decorrentes de procedimentos posteriores.
Ele também destacou que o ex-presidente sofre com soluço refratário, ou crônico, que pode causar refluxo e entrada de substâncias na via respiratória, como ocorreu na madrugada de sexta-feira, 13 de março.
As três cirurgias mais recentes foram realizadas em dezembro de 2025: uma herniorrafia inguinal bilateral para corrigir hérnias na região da virilha, e duas outras para bloquear o nervo frênico, com o objetivo de reduzir os episódios de soluço. Essas cirurgias foram realizadas nos dias 25, 27 e 29 de dezembro de 2025.
Autor(a):
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.