Ex-presidente Jair Bolsonaro tem prisão preventiva intensificada após incidente com monitoramento. Filho, Flávio Bolsonaro, explica ação com uso de ferro de solda
A política brasileira continua em ebulição após a recente prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, ocorrida em 22 de novembro. A medida, que resultou na mudança da prisão domiciliar para o regime fechado, gerou novas explicações vindas da família do ex-presidente.
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O senador Flávio Bolsonaro, filho primogênito de Jair, deu detalhes sobre o incidente, envolvendo o uso de um ferro de solda contra o equipamento de monitoramento eletrônico.
Em entrevista ao jornalista Leo Dias, Flávio Bolsonaro esclareceu que o objetivo da ação não era uma tentativa de fuga, como inicialmente sugerido pelas investigações. Segundo ele, o pai agiu com base em uma desconfiança de que estava sendo alvo de uma escuta, monitoramento eletrônico.
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Flávio detalhou que o pai, em um momento de confusão mental, causada pela possível escuta, tentou manipular o equipamento. “Ele não rompeu a tornozeleira. Ele queria abrir a caixinha. Ele não usou a tesoura para fugir. Ele mexeu na caixinha porque achava que havia uma escuta ali”, declarou o primogênito de Bolsonaro.
Para os investigadores e o Judiciário, qualquer manipulação do hardware de monitoramento representa um risco iminente de fuga. Diante da quebra do sistema de confiança, a prisão domiciliar foi considerada insuficiente para garantir a aplicação da lei penal, levando à ordem de prisão preventiva e à transferência de Bolsonaro para a custódia do Estado.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.